MADEIRA Meteorologia

Mobilidade aérea: “O que está em vigor, está em vigor”, diz Eduardo Jesus sobre suspensão anunciada pelo ministro

Alberto Pita

Jornalista

Data de publicação
30 Abril 2026
12:25

O secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura sublinhou hoje que, ao nível do subsídio de mobilidade, apenas foi suspenso o “anúncio” que o Governo da República tinha feito no início do ano.

“O que está em vigor, está em vigor, temos 26 mil pessoas na plataforma, já foram pagos quase 5 milhões de euros desde o dia 1 de janeiro até agora e esse processo está evoluindo”, esclareceu Eduardo Jesus, à margem de uma visita ao Jardim Botânico que celebra o seu 60.º aniversário e um dia depois de o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, ter anunciado a suspensão das alterações previstas pelo executivo ao subsídio social de mobilidade (SSM), aguardando que sejam promulgadas as alterações aprovadas na Assembleia da República.

“O que foi suspenso pelo sr. ministro foi o anúncio que o sr. ministro tinha feito de que antes do verão nós só pagaríamos o ‘max fare’, que é o valor líquido da passagem, justificando que não tem oportunidade de desenvolver esse mecanismo, sem saber o que é que vai acontecer, entretanto, a esta aprovação que sucedeu na Assembleia da República”.

Portanto, continuou, “no que é o funcionamento normal do sistema, tudo se mantém como antes desse anúncio”.

Mas esta decisão “é já uma consequência da perda de controlo que existiu por parte do Governo da República em relação a este assunto, deixando que eu mesmo ganhasse estas derivas na Assembleia da República e que não atendesse às nossas preocupações. E nós continuamos muito preocupados com decisões que ali foram tomadas e que esperamos que o nosso Presidente da República tenha isso em consideração no momento da promulgação daquele diploma, porque são condições que são nefastas para a Madeira”, defendeu.

Disse ainda que “temos sempre de ver as realidades dos que viveram sem teto [no preço das passagens] e nós temos essa experiência nos Açores e não queremos ter essa experiência na Madeira. É um erro e por isso é um risco bastante elevado. Continuamos a manter esta posição, reivindicamos a nossa posição e esperamos que haja da parte do Sr. Presidente da República conhecimento e sensibilidade para a matéria, para não nos fazer correr mais riscos do que aqueles que nós já estamos expostos por sermos uma terra aberta ao mundo onde tudo está a acontecer”.

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