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Maior complementaridade entre o setor público e privado, na Saúde, é desafio para melhorar a resposta aos utentes

JM-Madeira

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Data de publicação
17 Março 2023
12:08

Sendo certo que o Serviço Regional de Saúde tem dado - e continuará a dar prioridade - a que as respostas aos utentes passem pelo setor público e que, só esgotada essa capacidade, é que se coloca a hipótese de contar com o sistema de saúde privado, a verdade é que, em nome da boa gestão de recursos humanos, do financiamento e sustentabilidade que importam assegurar e, também, do apoio após a alta que deve ser reforçado para os próximos anos, a maior complementaridade entre estes dois setores afigura-se como uma das várias estratégias para garantir mais e melhores cuidados à população.

Esta foi uma das conclusões do encontro de trabalho desenvolvido, esta semana, no âmbito do "Compromisso 2030", precisamente centrado na necessidade de uma maior articulação entre o setor público e as empresas privadas de saúde, contando a presença com representantes do IASAÚDE, SESARAM, Ordem dos Farmacêuticos, ACIF, prestadores privados na área das análises clínicas, rede de cuidados continuados, entre outros.

Uma reunião de trabalho que, conforme explica a Coordenadora do "Compromisso 2030" para a área da Saúde, Carlota Cavaco, foi bastante positiva para reforçar a base desta articulação e, sobretudo, para encontrar, quanto ao futuro, as melhores soluções para rentabilizar os meios e garantir uma melhor oferta de cuidados aos utentes, reforçando o acesso destes ao Sistema.

Sublinhando que já existem, neste momento, vários exemplos "em cima da mesa" desta complementaridade, designadamente quanto à possibilidade de recuperação de determinadas cirurgias no privado ou de passarem a existir unidoses de medicamentos, evitando-se o desperdício e garantindo uma melhor gestão dos stocks, para além da existência do registo de saúde único do utente, há, sublinha, "um conjunto de desafios que se colocam dentro desta estratégia de partilha de responsabilidades e aos quais, em conjunto, certamente que teríamos outra capacidade de responder, nomeadamente no que toca ao investimento específico em determinados equipamentos e à gestão do parque de equipamentos como um todo, à rentabilização dos grandes grupos que já operam na Região quanto ao acesso, por parte dos utentes, à tecnologia diferenciada ou, mesmo, à monitorização da população sénior para reforço do acompanhamento domiciliário e cuidados continuados".

Desafios que devem ser acompanhados, conforme sugerido neste Encontro, pela maior consciencialização da população para os hábitos de vida saudável - reforçando-se, a este nível, a intervenção nas Escolas para a literacia da saúde e o acompanhamento que é feito pela Medicina do Trabalho, nas Instituições e Empresas, igualmente na componente da medicina preventiva - mas, também, pela aposta decisiva no envelhecimento ativo e na criação de condições que, em particular através da rede de cuidados continuados, garantam, à população idosa, melhores respostas nesta fase da vida.

A revisão da Convenção entre a Ordem dos Médicos e o IASAÚDE, a maior valorização dos profissionais e a maior coresponsabilização dos utentes foram outros dos temas tratados nesta reunião.

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