O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) convocou uma greve para o próximo dia 15 de junho, abrangendo todos os docentes da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo da Região Autónoma da Madeira, incluindo profissionais dos setores público, privado e social.
A paralisação decorrerá durante todo o dia e surge como forma de protesto contra aquilo que o sindicato considera ser a contínua falta de resposta da tutela aos problemas associados ao regime de monodocência.
O SPM acusa a Secretaria Regional de Educação de ignorar há vários anos questões relacionadas com a sobrecarga de trabalho, a falta de equidade relativamente aos restantes ciclos de ensino e a ausência de medidas compensatórias para estes docentes.
Entre as principais reivindicações estão a revisão do calendário escolar, a recuperação de reduções da componente letiva em função da idade, a diminuição da carga horária semanal para 22 tempos letivos e uma organização dos horários que contemple tempo para o exercício de cargos nas escolas.
O sindicato defende ainda maior transparência na divulgação dos horários colocados a concurso e a inclusão de representantes da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo nas direções das escolas fundidas.
No documento que fundamenta a greve, o SPM critica igualmente o prolongamento das atividades letivas nestes níveis de ensino, considerando que tal medida prejudica o desenvolvimento das crianças e dificulta o trabalho pedagógico e de planificação dos docentes.
Segundo o sindicato, a preocupação excessiva com o apoio às famílias tem levado as escolas a assumir funções que ultrapassam a sua missão educativa, transformando os estabelecimentos de ensino em espaços de permanência prolongada das crianças.
O pré-aviso refere que não há necessidade de definição de serviços mínimos para esta greve.