O penúltimo discurso da comemorativa dos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira e dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, cabe ao presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.
Frisou que ainda “subsiste um inexplicável desdém pelos êxitos alcançados pelas autonomias”, rejeitando a ideia de “encargos”. “O Estado não pode continuar a desinvestir nas regiões autónomas”, fundamentou e a mostrar-se satisfeito com a decisão do conselho de ministros quanto à revisão da lei das finanças regionais e, embora ressalve a boa nova, afirmou desconfiar dos processos morosos, pedindo metas. “Que isto funcione e vá para a frente”, disse Albuquerque para Montenegro “amuado”. “Agora vai deixar de estar amuado comigo”, ironizou com a subtileza que é conhecida a Miguel Albuquerque.
A cerimónia é promovida pela Comissão para a Comemoração dos 50 Anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira e pela Comissão para a Comemoração dos 40 Anos da Adesão de Portugal à União Europeia, constituindo um momento de reflexão sobre dois marcos fundamentais da história contemporânea portuguesa e madeirense.
A sessão conta com a presença do Presidente da República, António José Seguro, que se associa às comemorações destas efemérides que assinalam meio século de autonomia política da Madeira e quatro décadas de integração europeia de Portugal.