A Juventude Comunista Portuguesa na Madeira apela à participação dos jovens na greve geral marcada para amanhã, 3 de junho, considerando que a mobilização é fundamental para travar o denominado “Pacote Laboral”, que classifica como um ataque aos direitos dos trabalhadores.
Em comunicado, a organização juvenil defende que os jovens continuam a enfrentar problemas de precariedade, baixos salários e falta de perspetivas de futuro, alertando que as medidas propostas agravam ainda mais a situação laboral no país.
Entre as alterações mais contestadas pela JCP está a introdução do banco de horas, que, segundo a estrutura, poderá permitir o aumento do tempo de trabalho sem remuneração adicional. A organização critica ainda o alargamento da duração dos contratos precários até três anos, com possibilidade de renovação por três vezes consecutivas.
Para a JCP, estas medidas representam um retrocesso nos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo das últimas décadas. A organização sublinha que o pacote integra mais de uma centena de alterações à legislação laboral que considera prejudiciais para os trabalhadores.
Nesse sentido, apela à participação de jovens trabalhadores dos setores público e privado na concentração promovida pela CGTP-IN e pela União dos Sindicatos da Madeira (USAM), agendada para as 11h30 junto à Assembleia Legislativa da Madeira.
A JCP sustenta que a defesa de melhores condições de trabalho e de vida exige uma resposta coletiva, afirmando que a luta pelos direitos laborais e pelo futuro da juventude diz respeito a toda a sociedade.