Os vereadores do JPP, na Câmara Municipal do Funchal, apresentaram na reunião do executivo desta quinta-feira, a realização de um levantamento técnico detalhado sobre o estado de conservação, enquadramento urbanístico e titularidade do núcleo da Foz da Ribeira Gonçalo Ayres, do Forte dos Louros/Forte do Lazareto e do Miradouro do Lazareto, “a fim de elaborar um plano que possibilite a recuperação e preservação daquele importante núcleo histórico da cidade”.
“Notam ainda sinais de subutilização prolongada deste património e ausência de intervenção estruturada de conservação, reabilitação ou definição de usos compatíveis com o interesse público, situação que representa uma perda progressiva de valor patrimonial e uma oportunidade não aproveitada face às necessidades do concelho em matéria de equipamentos sociais, culturais e de reabilitação urbana”.
“Depois da visita realizada à zona oriental do Funchal precisamente para chamar à atenção da Câmara do Funchal e do Governo Regional para a importância história do património citadino da zona do Lazareto, Fátima Aveiro e António Trindade referem que o termo Lazareto se encontra historicamente associado a estruturas destinadas ao isolamento sanitário, à quarentena e à desinfeção de pessoas e bens provenientes de contextos epidémicos ou contagiosos, assumindo particular relevância na história portuária e sanitária das cidade”.
Fátima Aveiro recordou que “o Forte dos Louros constitui uma estrutura de origem seiscentista integrada no sistema defensivo costeiro do Funchal, associada à proteção de ancoradouros e de pontos estratégicos da orla marítima, tendo conhecido sucessivas fases de utilização e adaptação ao longo dos séculos XVII e XVIII, perdendo progressivamente a sua função militar e registando utilizações residenciais pontuais no século XX”.
Os autarcas encontram nesta parte da cidade “um conjunto de património com potencial estratégico para ser requalificado, recuperado e preservado, como forma de valorização cultural da cidade, da integração paisagística e relação com a frente marítima”.
Depois de recuperado, os autarcas sugerem que “este património possa ser utilizado para fins sociais, culturais, educativos, ambientais ou comunitários, e aproveitam para propor à maioria PSD/CDS a promoção de uma estratégia municipal integrada de intervenção e valorização do referido conjunto, articulada com os instrumentos de planeamento territorial e de reabilitação urbana em vigor”.