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JPP questiona “por que razão lutamos pela autonomia?”

Data de publicação
08 Março 2026
12:27

O líder do JPP, Élvio Sousa, assinalou hoje o Dia Internacional da Mulher, deixando uma mensagem de reconhecimento às mulheres antes de abordar a importância da Autonomia da Madeira.

“Neste Dia Internacional da Mulher, quero deixar uma palavra de reconhecimento e de gratidão a todas as mulheres, em particular às mulheres madeirenses e porto-santenses, pelo seu papel fundamental na construção da nossa sociedade. A luta por uma sociedade mais justa, mais igual e mais solidária também se faz com o contributo, a coragem e a determinação das mulheres”, afirmou Élvio Sousa.

Numa declaração dedicada ao tema da Autonomia, Élvio Sousa fez referência a uma recente publicação literária sobre a identidade madeirense. “O comendador Nelson Veríssimo editou recentemente a obra monumental do século XVII, de Manuel Tomás, a Insulana. Um poema épico que canta a epopeia do Povo madeirense. Uma obra que nos honra e que nos engradece enquanto povo, e que fortalece a nossa identidade”, afirmou.

O dirigente político recordou “os princípios inscritos no enquadramento autonómico da Região, o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira considera que o Estado deve respeitar o funcionamento do regime autonómico insular, que se fundamenta nas características geográficas, económicas, sociais e culturais das populações e, obviamente, nas aspirações autonomistas do seu povo”, disse.

“Por mais que o centralismo esteja enraizado na mentalidade do poder político e os sentimentos de submissão e de medo persistam nas sedes regionais dos partidos criados em Lisboa, há um aspeto que nunca nos retirarão: a liberdade de pensar e de agir e o mérito de sermos herdeiros de homens e mulheres que lutaram pela Autonomia”, declarou Élvio Sousa.

Na mesma intervenção, deixou um aviso sobre os desafios políticos que se aproximam, “habituados que estamos à maresia e à dureza da rocha vulcânica, jamais nos vergaremos ao servilismo, à obediência de cabeça baixa e ao estendal de mãos vergadas ao miserabilismo. Os próximos tempos não serão fáceis”, afirmou.

Élvio Sousa enumerou ainda “um conjunto de matérias que considera centrais na relação entre a Região Autónoma e o Estado”.

“A revisão constitucional, com os temas que já aqui abordamos; a lei das finanças regionais, o regime fiscal próprio, a garantia do cumprimento do princípio da continuidade territorial para a mobilidade marítima e aérea (esta última tão maltratada pelo primeiro-ministro), o compromisso sólido e definitivo com o Centro Internacional de Negócios, a gestão partilhada do mar e do domínio público, a garantia que o Estado suporte os custos com os meios aéreos são, entre outros, temas fulcrais nas relações com a República”, afirmou.

Élvio Sousa revelou “que o partido pretende formalizar contacto institucional com o novo chefe de Estado”. “Deste e doutros assuntos, daremos conta numa carta a remeter amanhã, juntamente com um pedido de audiência, ao novo Presidente da República, António José Seguro”, afirmou.

O dirigente do JPP deixou críticas ao Governo da República e à direção parlamentar do PSD, “mas, também, não podemos igualmente deixar o primeiro-ministro e o líder da bancada do PSD, Hugo Soares, sem uma resposta efetiva e direta, pelo que na próxima semana daremos conta das ações a desenvolver.”

“Lutamos pela Autonomia porque é um sentimento de pertença, de identidade e de conquista. Reforçamos o princípio da subsidiariedade, pois quem está mais próximo das populações melhor interpreta e resolve as suas prioridades”, acrescentou.

“Nos 50 anos do regime autonómico, temos uma constituição obsoleta e retrógrada na possibilidade de superior dimensão da participação dos cidadãos na vida pública e política. Um dos casos mais representativos reside na proibição de criação de partidos regionais, quando alguns países da Europa nos dão lições de pluralismo e representatividade política”, concluiu.

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