O JPP deslocou-se ao Caminho do Convento da Caldeira, em Câmara de Lobos, onde diz ter registado queixas dos moradores sobre as “falhas recorrentes” no abastecimento de água naquela zona. Assunto este que, inclusivamente, foi notícia na edição impressa de hoje do JM.
Segundo Nuno Freitas, eleito do JPP na Assembleia de Freguesia de Câmara de Lobos, “não estamos perante um constrangimento pontual, mas na presença de uma situação que se tem repetido e que afeta diretamente o dia a dia das famílias”.
Para o JPP, o fornecimento de água potável “não pode ser tratado como uma questão menor ou meramente técnica”. “Estamos a falar de um bem essencial. Sem água em casa, ficam comprometidas rotinas básicas como tomar banho, cozinhar, lavar roupa e garantir condições mínimas de higiene e conforto”, afirma o autarca.
Nuno Freitas considera que a empresa pública Águas e Resíduos da Madeira (ARM) tem de apresentar respostas claras à população, explicando a origem do problema, os trabalhos que estão em curso e o prazo previsto para a normalização do abastecimento.
“As pessoas precisam de saber o que se passa e quando é que o problema será resolvido. Não basta dizer que há equipas no terreno ou que a situação está a ser acompanhada. É preciso dar respostas concretas”, sublinha o eleito.
Nuno Freitas defende, ainda, que a Câmara Municipal de Câmara de Lobos “não pode ficar à margem, mesmo tratando-se de uma responsabilidade operacional da ARM”.
“A Câmara tem de estar do lado dos munícipes. Tem de pressionar a ARM e o Governo Regional para que sejam apresentadas soluções, prazos e medidas de apoio enquanto o problema não fica resolvido”, refere.
Para o partido, esta situação “não deve ser vista isoladamente”. “As preocupações recentes em torno da qualidade da água balnear na Praia do Vigário voltam a evidenciar que Câmara de Lobos enfrenta problemas sérios ao nível da água, do saneamento básico e da resposta das entidades responsáveis”.
“Sem misturar situações distintas, há um ponto comum que preocupa: a ARM, em Câmara de Lobos, tem sido mais associada a bloqueios e atrasos do que a soluções. Isto tem impacto direto na qualidade de vida, na saúde pública e na confiança das pessoas”, considera Nuno Freitas.
O JPP recorda que a ARM é uma empresa pública tutelada pelo Governo Regional do PSD/CDS e defende que a sua atuação no concelho “tem ficado aquém das necessidades reais da população”.
“Câmara de Lobos não pode continuar à espera que os problemas se arrastem até chegarem às páginas dos jornais. A população merece respeito, água em casa e serviços públicos que funcionem”, conclui Nuno Freitas.
O JPP garante, por fim, que “continuará a acompanhar esta situação junto dos moradores e a exigir respostas firmes da Câmara, da ARM e do Governo Regional”.