O grupo parlamentar do JPP na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) insta o Governo Regional a regularizar os pagamentos em atraso devido aos taxistas pelos serviços que prestam ao Serviço de Saúde da Região (SESARAM) no transporte de doentes não urgentes.
A decisão saiu da reunião que os deputados do JPP estão a realizar junto dos diversos setores de atividade da Região, por forma a inteirar-se dos problemas que afetam os profissionais desse setor e encontrar soluções para as dificuldades que, consoante referem, “continuam sem resposta por parte do Governo Regional”.
No encontro desta última terça-feira com os dirigentes da Associação dos Industriais de Táxi da Região Autónoma da Madeira (AITRAM) foi abordado o “atraso crónico do SESARAM no pagamento aos profissionais táxi pelos serviços prestados, uma situação que está a colocar pressão acrescida sobre a tesouraria das empresas e dos trabalhadores do setor, obrigando-os a suportar encargos durante largos períodos de tempo sem a correspondente compensação financeira”, declarou o líder do maior partido da oposição, Élvio Sousa.
A reunião permitiu ainda abordar a “crescente preocupação com a falta de fiscalização no setor do transporte de passageiros em veículo ligeiro, uma realidade que gera desigualdades no cumprimento das regras e prejudica os operadores que exercem a sua atividade dentro da legalidade”.
Foi ainda discutida a recente criação de uma zona de tomada e largada de passageiros para TVDE nas proximidades da praça de táxis do Aeroporto Internacional da Madeira, uma decisão que, segundo a AITRAM, “levanta dúvidas” quanto à sua adequação e aos impactos na atividade dos taxistas, tendo sido discutidas possíveis soluções “para a desigualdade que a situação provoca”.
O JPP considera que estas preocupações “merecem ser devidamente avaliadas pelas entidades competentes” e reafirma o seu compromisso de acompanhar o setor, defendendo “medidas que garantam maior justiça, equilíbrio concorrencial e respeito pelos profissionais que asseguram um serviço essencial à população”.