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JP Madeira defende mais financiamento e prevenção após visita à AFARAM

Data de publicação
30 Março 2026
11:50

A juventude popular da Madeira, juventude partidária do CDS-PP Madeira, seguiu as ‘Jornadas da Saúde Mental – Uma geração que se ouve’ com uma visita à AFARAM, “onde detetou dificuldades que considera estruturais no acompanhamento de pessoas com doença mental, defendendo o reforço do financiamento, a valorização das casas de autonomização e uma maior aposta na prevenção junto dos mais jovens”.

Durante a reunião, a associação “deu conta do trabalho que desenvolve há 22 anos, sublinhando a importância das respostas comunitárias e habitacionais para utentes com longos percursos de doença mental e contextos familiares marcados pelo desgaste”.

A estrutura regional considera “que os problemas identificados na AFARAM confirmam dificuldades que já tinham sido sinalizadas na visita à Casa de Saúde São João de Deus, em especial ao nível da insuficiência do financiamento e da pressão sentida pelas instituições para manter respostas continuadas. Há entidades a desenvolver um trabalho muito relevante, mas sem os meios adequados. Isto não pode continuar a depender apenas da capacidade de resistência de quem está no terreno”, sublinha a JP Madeira.

A JP Madeira alerta “para a necessidade de devolver às escolas uma resposta de proximidade na área da saúde mental, recordando o impacto do programa ‘Porto Seguro’, promovido por esta associação, que permitia acompanhar jovens e disponibilizou consultas de psicologia gratuitas, mas que terminou por falta de apoio. Para a estrutura, esta é uma resposta que deve ser retomada, num contexto em que muitas famílias não conseguem suportar os custos do acompanhamento privado nem obter resposta atempada pelos meios públicos”.

Por fim, foi também destacado “o papel das famílias, muitas vezes chamadas a lidar com situações prolongadas de doença mental sem o apoio necessário. A AFARAM acompanha atualmente cerca de 10 a 12 jovens, muitos deles com histórico clínico e familiar complexo, o que reforça a necessidade de olhar para a saúde mental não apenas do ponto de vista do doente, mas também da realidade da família, que tantas vezes é o primeiro suporte”.

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