Embora destaque os investimentos feitos pelo concelho, José Manuel Rodrigues defende a necessidade de o Porto Santo ter de melhorar os seus pontos de atratividade e criar outros relacionados com a História da ilha.
"Esta redescoberta do Porto Santo, este crescimento, trazem novas responsabilidades e a necessidade de mais investimentos por parte deste Município", reforçou, considerando que os serviços públicos vão precisar de ser reforçados e há infraestruturas que vão precisar de novos investimentos.
"O Porto Santo vai ter de melhorar os seus pontos de atratividade e criar outros relacionados com a História da ilha - de que é um bom exemplo a ampliação do Museu de Colombo e ao alargamento às Descobertas - e vai ter de potenciar as suas reservas marinhas, a sua geologia, a arquitetura tradicional, a cultura e todo o património material e imaterial da ilha", destacou.
O presidente do parlamento regional nota, porém, que estas necessidades impõem outros meios financeiros de que a Câmara não dispõe "porque o Estado continua a tratar o Porto Santo como mais um concelho, igual a tantos outros, esquecendo que se trata de um município de ilha, com outras exigências e custos acrescidos".
Nesse sentido lança a questão: "Como perceber que concelhos com metade da população desta ilha recebam o mesmo valor anual do Orçamento do Estado, pese embora não terem os custos de insularidade?".
"É uma injustiça tratar de forma igual aquilo que é diferente.O que se exige é precisamente o contrário: não só que se corrija a injustiça, mas que haja uma discriminação positiva para os concelhos das ilhas e sobretudo para um Município-ilha como é o caso do Porto Santo", exortou.
José Manuel Rodrigues entende, por isso, que esta "injustiça" tem de ser ultrapassada rapidamente com uma"revisão da Lei das Finanças Locais que tenha em consideração o facto de as Câmaras das ilhas, sobretudo das pequenas ilhas, terem responsabilidade e encargos financeiros muito, muito superiores aos de outros Municípios.
"A insularidade não é uma fatalidade, mas é uma condição de vida difícil que precisa de ser esbatida e superada, e isso é muito visível numa ilha como o Porto Santo", reforçou, acrescentando que o Estado e os diversos poderes públicos não podem ignorar esta realidade. "estão obrigados a cobrir os custos desta dupla insularidade, porque estes são custos de soberania", sublinhou.
Bruna Nóbrega