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Greve nos 80% nos hospitais e nos 45% nos Centros de Saúde

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
19 Junho 2026
12:43

O dia de hoje é marcado pela greve dos trabalhadores da saúde, a nível nacional e que, na Região, está a ter impactos nos hospitais e nos centros de saúde.

De acordo com Nelson Pereira, coordenador da delegação da Madeira do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, ao nível hospitalar, a paralisação estará nos 80%, com vários serviços nos serviços mínimos. Várias consultas foram adiadas, bem como a realização de exames de diagnóstico, .

Nelson Pereira reconhece, no entanto, que, em termos dos cuidados de saúde primários, a adesão nos centros de saúde foi menor, rondando os 45%, apesar de haver casos em que a greve chegou a 70%, com vários constrangimentos em termos de pessoal administrativo, técnicos, assistentes operacionais e enfermeiros, como exemplificou.

O descontentamento dos profissionais do SESARAM é “muito significativo”, sublinhou o dirigente sindical, abrangendo técnicos auxiliares de saúde, assistentes operacionais, técnicos de apoio hospitalar, assistentes técnicos, entre outros.

“Os trabalhadores que estão a fazer um grande esforço, vivendo uma greve no dia 3 de junho e agora hoje, estão a perder dois dias de salário num mês, porque há uma série de assuntos por resolver. Estão a perder dinheiro, porque estão muito descontentes com o que está a passar no SESARAM, principalmente nas questões de laborais”, vincou.

Há uma série de assuntos que estão a resolver”, nomeadamente o pagamento dos feriados, “com centenas de trabalhadores que, há mais de cinco anos, prestam serviço em dias feriado sem receber o pagamento devido”, e do trabalho suplementar. Junta-se ainda a necessidade da revisão da carreira de assistente operacional na área da saúde, desajustada para o trabalho desempenhado, e da revisão do Acordo de Empresa.

O Sindicato quer que o SESARAM “respeite os direitos laborais e a dignidade profissional”, dos diversos profissionais, sendo que, por exemplo, ao nível dos técnicos auxiliares de saúde, reconhecida pelo Governo “como uma carreira especial, mas, depois, na remuneração, de especial não tem nada”, criticou Nelson Pereira.

Alertando ainda para o desgaste sentido pelos profissionais, com “um défice crítico em praticamente todas as áreas”, o Sindicato reclama ainda pela abertura imediata de concursos públicos para as variadas atividades, incluindo médicos e enfermeiros.

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