O Bloco de Esquerda Madeira manifestou o seu repúdio pelo pacote laboral apresentado pelo Governo e atualmente em discussão na Assembleia da República, considerando que as medidas propostas representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.
Em comunicado, a estrutura regional do partido sustenta que o conjunto de propostas, apresentado pelo PSD e CDS e apoiado pelo Chega e pela Iniciativa Liberal, favorece os interesses das entidades patronais, alegando que facilita despedimentos, promove a precariedade laboral e prejudica a conciliação entre a vida profissional e familiar.
Segundo o Bloco, a realidade da Região Autónoma da Madeira exige políticas centradas na valorização dos salários, no combate à precariedade e na redução do horário de trabalho. O partido defende ainda que as alterações em discussão fragilizam a contratação coletiva e deixam os trabalhadores mais desprotegidos num contexto marcado pelo aumento do custo de vida e da habitação.
A coordenadora regional do partido, Dina Letra, considera que o pacote laboral constitui “uma declaração de guerra a quem trabalha”.
“Na Madeira, onde os custos de insularidade já pesam tanto no bolso das famílias, retirar direitos laborais é empurrar mais madeirenses e porto-santenses para a pobreza. Não vamos assistir a isto de braços cruzados”, afirma.
O Bloco de Esquerda Madeira apela à mobilização dos trabalhadores dos setores público e privado, bem como de pensionistas e trabalhadores de diferentes áreas de atividade, defendendo a participação em ações de protesto contra as medidas propostas.
No comunicado, o partido compromete-se ainda a combater a iniciativa “em todas as frentes”, tanto no plano político e legislativo como através do apoio às ações promovidas por sindicatos e movimentos sociais.
“A dignidade não se negoceia. Quem trabalha tem direito a uma vida justa”, conclui a nota assinada por Dina Letra.