O Grupo Parlamentar do PSD Madeira apresentou um voto de protesto contra a decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Andebol que sancionou o Marítimo da Madeira Andebol SAD com derrota administrativa e multa, após a não realização do jogo frente ao FC Porto.
Em comunicado, os sociais-democratas consideram que a deliberação “materializa uma opção administrativa que compromete a integridade da competição e subverte a verdade desportiva”, sublinhando que a ausência da equipa esteve relacionada com constrangimentos aéreos “devidamente registados e alheios à vontade da equipa”.
O partido lembra que, anteriormente, a Federação e o próprio adversário reconheceram que “os motivos apresentados constituíam um caso de força maior e eram plenamente válidos, decorrentes de condições atmosféricas adversas e totalmente alheias ao vosso controlo”, tendo sido equacionada uma nova data para a realização da partida.
Para o PSD Madeira, “a reversão dessa posição para uma decisão sancionatória evidencia uma atuação incoerente e materialmente injusta, para além de incompreensível”, acusando ainda a decisão de desconsiderar as especificidades da condição insular.
Os social-democratas apontam também para “uma leitura centralista do funcionamento das competições nacionais”, que “ignora a realidade concreta de equipas que dependem de ligações aéreas”, colocando em causa “o princípio da igualdade de participação”.
No documento, o grupo parlamentar considera que esta situação, no ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia, evidencia práticas que colidem com os princípios da coesão territorial e da igualdade entre portugueses.
O PSD Madeira garante que “combaterá, em todos os planos, práticas como esta, que atentam contra os princípios autonómicos”, defendendo “respeito efetivo e tratamento digno para com as Regiões Autónomas”.