O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, esteve esta tarde na freguesia dos Canhas, na Ponta do Sol, para visitar uma exploração agrícola essencialmente dedicada à produção de alface e courgette, pertencente a José Luís Pereira, que recentemente aumentou a sua área de produção através da instalação de duas estufas com uma área total de 2.670 m2 (610 + 2065), destinadas à produção de hortícolas.
No total, este projeto compreende um total de 5 mil metros quadrados de estufas que funcionam "numa das formas como a agricultura na Madeira tem de se desenvolver", disse Albuquerque, enaltecendo o "grande sucesso" do empresário que fornece às grandes superfícies.
Isto porque quase todo o trabalho desenvolvido nesta exploração agrícola é realizado através de computação para a gestão da água e para a incorporação dos produtos diferenciados consoante as culturas em cada uma das estufas. Para além disso, um sistema artificial implementado faz a regulação automática do aquecimento e arrefecimento da estufa em função das necessidades de crescimento dos produtos.
Trata-se de um projeto apoiado em cerca de 250 mil euros pela Região e pelo FEDER, a uma taxa de 65%, sendo que entre os investimentos propostos nesta candidatura, divulgados pela Presidência do Governo Regional, constam um "reservatório pré-fabricado, sistema de rega (4129 m2), sistema de controlo da fertirrega (4129 m2), um contador volumétrico flangeado, um abrigo para cabeçal de rega (12 m2), armazém (90 m2); dois acessos viários (604 metros no total), duas estufas metálicas, sistema de automatização de abertura e fecho de janelas; carro transportador tipo ‘Dumper’ (gasolina); muros em betão ciclópico; construção de canteiros; telas de cobertura de solo; bancada para lavagem de hortícolas; sistema de controlo climatérico (não elegível)."
"É um exemplo daquilo que nós queremos para o futuro da agricultura da Madeira", realçou o chefe do Executivo regional, nomeadamente no que toca à componente da "incorporação de tecnologia, diminuição do esforço da mão de obra e a possibilidade de tirar rentabilidade através de culturas rotativas em espaços fechados".
De realçar que a água de rega da exploração é proveniente de uma levada privada, gerida pela Associação de Regantes das Cruzes.
Catarina Gouveia