O deputado do Chega, Francisco Gomes, acusou o governo da República de “estar mais preocupado em desenvolver políticas habitacionais dirigidas a imigrantes, minorias e grupos específicos do que em criar condições para que famílias e jovens portugueses consigam comprar ou arrendar casa”.
As declarações foram feitas à margem de uma sessão plenária da Assembleia da República dedicada à política de habitação, na qual o Chega criticou a atuação do Ministério das Infraestruturas e Habitação.
Segundo Francisco Gomes, “o Estado continua a ignorar os jovens e as famílias portuguesas que trabalham, descontam e procuram construir um projeto de vida, enquanto a crise da habitação se agrava em todo o país”.
“O governo fala todos os dias de habitação, mas esquece-se daqueles que deveriam ser a sua prioridade absoluta: os portugueses que trabalham, pagam impostos e não conseguem comprar ou arrendar uma casa”.
O parlamentar acusou ainda o Estado de desperdiçar património público que poderia ser utilizado para aumentar a oferta habitacional. Francisco Gomes considera “incompreensível que existam milhares de imóveis devolutos na posse do Estado enquanto a falta de habitação continua a atingir níveis históricos”.
O deputado criticou igualmente aquilo que considera ser uma gestão ruinosa do património público, acusando “o Estado de vender imóveis abaixo do valor de mercado e de adquirir património para projetos públicos por valores superiores”.
“Temos um Estado que deixa património ao abandono, vende imóveis públicos a preço de saldo e depois compra imóveis acima do valor de mercado. Isto não é política de habitação. Isto é incompetência e gestão danosa da causa pública”.
O parlamentar dirigiu ainda fortes críticas ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, acusando o governo de falhar em todas as áreas fundamentais da política habitacional.
“O ministério tornou-se uma máquina de anúncios, propaganda e promessas falhadas. Os portugueses continuam sem casa e o governo continua sem soluções. Quando o Chega for governo, os portugueses deixarão de ser os últimos da fila”.