Para Paulo Freitas, diretor de Serviços de Gestão Florestal, a distribuição dos viveiros florestais pela Região resulta de uma estratégia cuidadosamente planeada e adaptada às diferentes condições climáticas e altitudes existentes no arquipélago.
No Fórum JM, o responsável explicou que cada viveiro desempenha uma função específica. O viveiro do Porto Santo está vocacionado para responder às condições particulares da ilha dourada, enquanto o viveiro da Matur se dedica sobretudo à produção de espécies adequadas às cotas mais baixas da Madeira. Existem ainda outras estruturas direcionadas para plantas destinadas a altitudes mais elevadas, estando igualmente em estudo a criação de um novo viveiro para responder às necessidades das zonas intermédias.
Segundo Paulo Freitas, este trabalho exige uma visão de longo prazo e uma permanente antecipação das necessidades futuras. “Estamos a antecipar as necessidades para prever o que pode ser utilizado daqui a três ou quatro anos. Daí a necessidade de um planeamento que tem de ser bem feito”, afirmou.
A este propósito, o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, destacou a importância do banco de sementes desenvolvido pelo Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, considerando-o uma ferramenta fundamental para a preservação do património natural da Região.
O governante salientou que a recolha, conservação e catalogação de sementes permite assegurar a disponibilidade futura das espécies autóctones e salvaguardar a biodiversidade madeirense. “É preciso ter sementes para produzir”, referiu, acrescentando que o IFCN tem desenvolvido “um trabalho muito apurado” nesta área.
Eduardo Jesus chegou mesmo a classificar o banco de sementes como “a nossa caixinha do tesouro”.