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Fórum JM: Cerca de 60% da área florestal da Madeira estão em mãos privadas

Edmar Fernandes

Subdiretor JM

Data de publicação
02 Junho 2026
16:08

No Fórum JM dedicado à defesa da floresta, Paulo Freitas, diretor de Serviços de Gestão Florestal, chamou a atenção para a importância da propriedade privada na gestão do território florestal da Madeira, salientando que cerca de 60% da área florestal da Região se encontra em mãos privadas.

O responsável destacou que a proteção da floresta não depende apenas do investimento público, uma vez que uma parte significativa do território está sob responsabilidade de proprietários particulares. “Há um fator externo que não depende só do investimento, porque a maior parte é privada”, observou.

Ainda assim, Paulo Freitas considera existirem sinais positivos de uma maior consciencialização por parte da população. Como exemplo, referiu que, apenas no primeiro semestre deste ano, foram solicitadas mais 200 licenças para a realização de queimadas, um indicador que interpreta como reflexo de uma maior preocupação com a limpeza dos terrenos e com a correta gestão dos sobrantes agrícolas e florestais. “Significa que há consciência não só de limpar, como de não deixar no terreno situações de risco”, afirmou.

Outro dado que considera encorajador prende-se com a adesão crescente aos instrumentos de planeamento florestal. Segundo revelou, cerca de 8.000 hectares já dispõem de planos de gestão florestal aprovados, demonstrando uma preocupação crescente em preparar o futuro destes espaços. “É com gosto que vejo que cerca de 8.000 hectares já têm planos florestais aprovados. Há já a intenção de planear o futuro”, referiu.

Apesar dos progressos registados, Paulo Freitas alertou para a influência crescente dos fenómenos extremos, que podem ultrapassar a capacidade de resposta e planeamento das entidades. “Há sempre algo que nos transcende, que são os fenómenos extremos”, reconheceu.

Ainda assim, destacou a eficácia do sistema regional de deteção e combate a incêndios, revelando que cerca de 70% das ocorrências são extintas nas primeiras duas horas após o alerta. Um resultado que atribui não só à capacidade operacional instalada, mas também ao aumento da sensibilização da população. “Existe consciencialização e um despertar para rapidamente darem o alerta”, concluiu.

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