Para Paulo Freitas, diretor de Serviços de Gestão Florestal, a evolução registada na última década desde a aprovação do Plano Florestal da Madeira, em 2015, é significativa.
Durante o Fórum JM, o responsável destacou que, ao longo destes dez anos, a área florestal da Região registou um crescimento na ordem dos 9%, passando a ocupar cerca de 48% do território regional. Paralelamente, a floresta natural aumentou cerca de 6%, indicadores que considera reveladores da eficácia do trabalho desenvolvido na recuperação, conservação e valorização dos ecossistemas florestais.
Segundo explicou, é precisamente com base nestas dinâmicas e na evolução observada no terreno que se torna possível proceder aos ajustamentos necessários nas estratégias de gestão florestal. A adaptação dos instrumentos de planeamento às novas realidades é, na sua perspetiva, fundamental para garantir respostas eficazes aos desafios futuros.
Nesse contexto, Paulo Freitas admitiu que poderá fazer sentido avançar com a criação de um sexto viveiro florestal, reforçando a capacidade de produção de plantas adaptadas às diferentes condições da Região.
O responsável revelou ainda que o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza está a estudar e implementar novas soluções tecnológicas para aumentar a eficiência dos viveiros, nomeadamente através da introdução de estufas inteligentes.