A presença da Madeira na maior feira agrícola nacional, em Santarém, está a superar as expectativas da organização regional, segundo revelou Ricardo Côrte, secretário-geral da associação ACOESTE, responsável pela participação madeirense no certame, em parceria com o Governo Regional.
Em declarações durante o evento, Ricardo Côrte destacou que esta edição representou um desafio inédito para a equipa envolvida. “Está a correr ainda melhor do que esperávamos. Isto foi tudo novidade para nós, foi uma equipa completamente nova, um certame completamente novo, que nós não conhecíamos, e acho que está a superar as expectativas”, sustentou.
“Como associação agrícola, trazemos todos os anos um grupo à feira como visitantes e aproveitamos essa visita para conhecer explorações e empresas”, explicou.
De acordo com Ricardo Côrte, estas deslocações têm um objetivo muito concreto. No caso, de recolher ideias e exemplos que possam ser adaptados à realidade regional. “Traduz-se em levar ideias para a Madeira. Sabemos que na Madeira é tudo minúsculo comparado com aqui e tentamos sempre ver produtos que tenham valorização”, referiu, apontando como exemplo projetos agrícolas de pequena dimensão, mas com elevado valor acrescentado.
A participação madeirense conta com oito expositores e exigiu um intenso trabalho de preparação logística. “Dá trabalho, mas faz-se tudo. Na sexta-feira saímos daqui às três da manhã para acabar o stand”, recordou. Além da montagem do espaço, foi necessária a articulação com operadores económicos e com a equipa da Secretaria Regional envolvida na iniciativa.
No total, estão mobilizadas 12 pessoas, das quais cinco integraram diretamente a equipa responsável pela produção e montagem do stand.
Ao quarto dia de feira, o balanço é francamente positivo. De acordo com Ricardo Côrte, o feedback recebido tem sido muito encorajador. “Temos tido muitos elogios, não só pela beleza do stand, mas também pelo design e pela qualidade dos produtos”.
O responsável salientou uma mudança na estratégia de participação da Madeira. “Normalmente, a Madeira participava numa vertente mais de exposição. Nós quisemos trazer os operadores para também vender e mostrar realmente os produtos e falarem dos seus produtos”, frisou.
A satisfação parece ser partilhada pelos próprios representantes dos expositores. “Pelo menos até agora estão satisfeitos, porque dizem que têm feito bem e já falam para o próximo ano”, revelou.
O impacto positivo da presença madeirense também se faz sentir junto de outros participantes e visitantes da feira. Ricardo Côrte relatou que, durante uma visita a uma unidade industrial, recebeu comentários elogiosos sobre o espaço da Madeira.