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ETAR do Caniço tem um investimento previsto de 2 milhões de euros

Data de publicação
26 Março 2026
14:19

Foram ontem hasteadas as bandeiras e entregues os galardões do Programa Eco-Escolas em 12 escolas e instituições do concelho, no âmbito da IV Semana do Ambiente de Santa Cruz.

O evento da Cerimónia Municipal do Hastear das Bandeiras Eco-Escolas realizou-se na Escola Básica do 1.º Ciclo com Pré-Escolar e Creche de Santa Cruz e contou com o envolvimento e participação de 400 crianças. “Foram homenageadas duas utentes do CACI Santa Cruz e Camacha pelo seu empenho, dedicação e disponibilidade em prol do Programa Eco-Escolas”, informa o comunicado.

Na ocasião, Élia Ascensão presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz salientou “que o evento tem grande significado para a autarquia, na medida em que congrega a filosofia de todos serem necessários quando se fala de ambiente e de boas práticas ambientais”.

A autarca sublinhou “que não existem dúvidas de que o investimento na área ambiental tem de ser devidamente acompanhado por um permanente envolvimento da sociedade como um todo”. “Não adianta, por exemplo, investir, por si só, na reciclagem se as práticas individuais continuam erradas; não é produtivo melhorarmos circuitos e locais de recolha se os mesmos são utilizados de forma incorreta; não adianta um ecocentro para recolha de materiais diferenciados, se continuam as más práticas de abandono de monstros na via pública, uso indevido dos contentores e até depósito de matérias perigosas junto dos pontos de recolha, como restos de óleos industriais e outros”, destacou.

Élia Ascensão lembrou que “o ambiente tem sido uma das marcas da atual gestão da câmara de Santa Cruz, com um investimento crescente em áreas como o combate às perdas de água, a renovação de sistemas de saneamento, a melhoria dos circuitos de recolha, a aposta na recolha seletiva, no porta a porta e no constante reforço da nossa frota e meios humanos a ela associados, o mesmo acontecendo na limpeza urbana”.

“Nos últimos anos, foram realizados investimentos significativos na recolha e gestão de resíduos, nomeadamente na aquisição de viaturas de recolha, viatura de transferência com sistema amplirrol para transporte de contentores polibene, ilhas ecológicas, estação de transferência, contentores polibene para ecocentro municipal, contentores para recolha porta e porta”, lê-se.

A presidente afirmou que “este reforço faz com que atual operação de recolha de resíduos urbanos se desenvolva ao longo de 6 dias da semana, numa média diária de 18 circuitos e cerca de 80kms por viatura. Outras áreas têm sido reforçadas, nomeadamente com meios técnicos e humanos, e a limpeza urbana, com reforço dos contratos interadministrativos com as juntas de freguesia e com um protocolo com o Estabelecimento Prisional do Funchal, para a reintegração de reclusos na vida ativa, num investimento total de cerca 255 mil euros”.

A autarca destacou, ainda, “o projeto para a aquisição de papeleiras destinadas ao espaço público, uniformizando a imagem e o mobiliário urbano nos centros urbanos do concelho, a par com o investimento em varredouras urbanas de pequena e grande dimensão, viaturas de recola de papeleiras e de resíduos de pequena dimensão, equipamentos de monda térmica, higiene urbana, desinfeção e removedor de tintas, sopradores elétricos e roçadeiras”.

“Os próximos tempos vão trazer investimentos concretos, desde logo a continuidade do combate às perdas de água, que vão representar um total de investimento de 1,8 milhões de euros para as empreitadas do subsistema da Igreja na Camacha e para o subsistema dos Barreiros no Caniço”.

Élia Ascensão acrescenta que “o desafio para os próximos anos é também a reabilitação das ETAR’s, sendo que apenas a do Caniço tem um investimento previsto na ordem dos dois milhões de euros”.

O município foi também pioneiro na causa animal, sendo que existe hoje o Centro de Recolha Oficial de Animais que é exemplar a todos os níveis.

“Estamos a fazer o nosso caminho agindo localmente para uma política global de sustentabilidade do Planeta, pelo que esta Semana do Ambiente, apesar de interrompida e reajustada pelas condições climatéricas, volta a centrar-se em temas como o impacto da atividade humana nos recursos naturais, a recolha e tratamento de resíduos, o desperdício alimentar e compostagem, a questão animal e os recursos hídricos”.

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