A Associação da Madeira de Esclerose Múltipla celebra hoje o Dia Mundial da Esclerose Múltipla com uma exposição de sensibilização, que ficará patente até 4 de junho no hall de entrada do Hospital Dr. Nélio Mendonça.
Nélio Olim, presidente da Associação da Madeira de Esclerose Múltipla, em declarações aos jornalistas traçou o retrato de uma doença que cresce na região, e que ainda apanha muita gente de surpresa.
“Estamos a falar de uma doença crónica degenerativa que afeta o sistema nervoso central, que tem tendência a deteriorar a bainha de mielina ao longo dos anos”, explicou o responsável, sublinhando que um diagnóstico precoce faz toda a diferença. “Sendo diagnosticada atempadamente e tendo uma terapêutica cumprida na íntegra, é uma doença que permite viver com alguma qualidade de vida”, explicou.
Desde a fundação da associação, em 2019, o número de casos tem vindo a aumentar. “Tínhamos sensivelmente mais de 100 casos na região. Neste momento rondamos os 200, 220”, revelou o dirigente, admitindo que os casos com diagnóstico tardio exigem uma resposta mais intensa, “inclusivamente até com cuidadores.”
A doença atinge maioritariamente os adultos e jovens surgindo sobretudo entre os 20 e os 40 anos, afetando mais as mulheres. “Temos uma prevalência de 75% do sexo feminino e 25% do sexo masculino”.
A exposição apresenta 12 dos principais sintomas da esclerose múltipla, incluindo problemas de visão, espasmos musculares, dor e fadiga. “São sintomas que não acontecerão todos simultaneamente nos utentes”, frisou o responsável. “Não existirão dois utentes com a mesma sintomatologia”, esclareceu.
A associação apoio os doentes com esta patologia através de ajudas técnicas, cadeiras de rodas, camas articuladas e 75 refeições diárias fornecidas aos casos mais graves.
Nélio Olim revelou ainda será apresentada a nova mascote oficial, trata-se de uma boneca chamada Esperança Múltipla. “Demos este nome, porque Esperança é aquilo que nós dizemos ao todos os nossos utentes”, justificou o presidente.