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Cunha e Silva desafia Seguro a exercer magistratura de influência para que a Madeira “tenha voz”

Data de publicação
12 Junho 2026
10:24

João Cunha e Silva, Comissário para as Comemorações dos 50 anos de Autonomia afirmou que a autonomia regional foi uma conquista alcançada pelo povo madeirense através da democracia e da liberdade, durante a cerimónia de assinatura da Declaração do Funchal, integrada nas comemorações dos 50 anos da autonomia da Região Autónoma da Madeira e dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia.

Na presença do Presidente da República, do presidente do Governo Regional e de diversas autoridades civis, militares e religiosas, João Cunha e Silva sublinhou o papel histórico da autonomia no desenvolvimento da região.

“A autonomia não foi uma oferta caridosa nem nos caiu do céu. Foram anos de luta de um povo destemido”, evidenciou, argumentando que o regime autonómico permitiu à Madeira alcançar “um ansiado desenvolvimento, decidido por nós e realizado por nós”.

Lembrou que a autonomia contribuiu para ultrapassar “o miserabilismo”, “o ostracismo” e “o esquecimento” que, segundo referiu, marcaram o passado da região. “Foi a autonomia que nos trouxe um ansiado desenvolvimento, decidido por nós e realizado por nós, sem licença da toda-poderosa e centralista antiga capital do Império”, declarou.

João Cunha e Silva sustentou ainda que o sucesso da autonomia só foi possível graças à democratização do país após o 25 de Abril. “A autonomia deve-se à coragem e capacidade do nosso povo, mas só foi possível por conquistarmos a democracia e a liberdade. E foi em democracia e liberdade que alcançámos o que está à vista de todos”, afirmou.

No discurso, destacou vários indicadores que, na sua perspetiva, refletem a evolução da Madeira ao longo das últimas décadas, apontando para níveis de dívida inferiores à média nacional e europeia, crescimento do Produto Interno Bruto e políticas de redução fiscal destinadas a apoiar famílias e empresas.

Dirigindo-se ao Presidente da República, agradeceu a presença na cerimónia e manifestou a expectativa de que o chefe de Estado possa dar voz às preocupações das regiões ultraperiféricas. “Contamos com Vossa Excelência, porque também é o porta-voz dos que, apesar de terem voz, ela não tem chegado longe”, afirmou.

A intervenção enquadrou-se na assinatura da Declaração do Funchal, documento que assinala simultaneamente os 50 anos da autonomia regional e os 40 anos da integração europeia de Portugal.

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