O PS questionou Albuquerque sobre a reestruturação da empresa JM, após ter sido nomeado presidente do Governo, e sobre o facto de esta ter passado para as mãos de um grupo económico privado, cujos intervenientes "hoje também controlam o Diário de Notícias".
O governante lembrou que a privatização do Jornal da Madeira foi um compromisso eleitoral assumido, já que o governo gastava anualmente cinco milhões com o matutino. Advogou que "foi restabelecida a normalização e livre concorrência ao setor.
O chefe do executivo madeirense esclarece ainda que entendimento do governo assenta no princípio "que o essencial é ele próprio não ser detentor de órgãos de comunicação social.
"Os privados não são uma ameaça à formação de uma opinião pública crítica, livre, independente, marcada pelos fundamentos das sociedades livres, designadamente a liberdade de expressão", acrescenta, concluindo ainda que "foram as medidas do Governo Regional que criaram condições para que deixasse de haver na Região órgãos de comunicação social dependentes da administração pública e, bem assim, condições favoráveis à atividade desses mesmos órgãos de comunicação social, com base em regulamentação que trata todos esses órgãos com isenção e igualdade. Por outro lado, como é constatável, não existe na Região qualquer pressão política sobre esses órgãos de comunicação social".
Paula Abreu