O Clube de Ecologia ‘Barbusano’, da Escola Secundária de Francisco Franco, realizou recentemente uma saída de campo ao Paul da Serra, numa iniciativa dedicada à observação da biodiversidade e à sensibilização ambiental.
Segundo uma nota enviada à comunicação social, a atividade permitiu aos participantes percorrer parte do maior planalto da Madeira, uma área considerada fundamental para a recarga de aquíferos e para a preservação do urzal de altitude, habitat onde subsistem várias espécies indígenas e endémicas.
Durante o percurso, os participantes chamaram a atenção para o impacto da circulação automóvel naquela zona, referindo a existência de várias borboletas atropeladas ao longo da estrada. O clube recorda mesmo que uma das espécies endémicas da Madeira, a Grande Branca da Madeira, foi considerada extinta, defendendo a adoção de medidas de proteção da biodiversidade e maior controlo dos limites de velocidade.
A caminhada decorreu sob condições meteorológicas adversas, com chuvisco persistente e nevoeiro denso, fatores que impediram a observação das paisagens características do planalto. Ainda assim, os participantes consideraram importante contactar com as condições atmosféricas agrestes do local e reforçar a necessidade do cumprimento das regras de segurança.
Ao longo do trajeto, o grupo atravessou zonas de Laurissilva do Urzal, observando espécies como urzes, uveiras da serra, loureiros, folhados, perados e faias, além de vários endemismos, entre os quais ensaiões, erva-de-coelho, ranúnculos, estreleiras, orquídeas da espécie Neotinea maculata e alecrim da serra.
A visita terminou no Fanal, onde o nevoeiro voltou a limitar a observação da paisagem. Ainda assim, o clube destacou a elevada afluência de visitantes à zona, com o parque de estacionamento e as bermas da estrada repletos de veículos, alertando para a necessidade de refletir sobre a crescente pressão humana nas áreas naturais e para a definição de limites de visitação diária que garantam o equilíbrio ambiental.