Pelo Chega, Hugo Nunes disse ser favorável a medidas que contribuam para reduzir os custos da eletricidade para as famílias, mas levantou várias reservas ao projeto de resolução do PS que propõe o reforço e prolongamento do programa +ENERGIA.
O deputado afirmou que o partido defende “qualquer alívio real para o bolso das famílias”, mas rejeita soluções que, na sua perspetiva, impliquem um aumento da despesa pública sem a devida fundamentação financeira.
Entre as questões colocadas aos socialistas, Hugo Nunes criticou a proposta de criação de uma rede regional de apoio às candidaturas ao programa, envolvendo juntas de freguesia e autarquias. Segundo o parlamentar, a medida poderá abrir caminho ao aumento da estrutura administrativa da Região, defendendo que entidades já existentes, como a Direção Regional de Energia e a IHM, devem assegurar essas funções.
O deputado questionou igualmente a opção de concentrar os apoios a 100% em agregados de baixos rendimentos e em habitação social, argumentando que a proposta deixa de fora famílias da classe média que enfrentam dificuldades com os custos da habitação e da energia.
Hugo Nunes defendeu ainda que o diploma deveria contemplar medidas de caráter mais abrangente, como uma redução do IVA sobre as faturas da eletricidade e do gás, beneficiando todos os consumidores.
“É muito fácil exigir despesa sem dizer onde se vai cortar para pagar a fatura”, afirmou, considerando que os madeirenses devem conhecer os encargos que poderão resultar das medidas propostas.
O deputado concluiu, apelando a respostas “claras” por parte do PS sobre os aspetos financeiros e operacionais do projeto.