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Chega pede esclarecimentos ao Estado sobre atrasos na implementação do novo subsídio de mobilidade

Data de publicação
17 Junho 2026
9:51

O grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República deu entrada de um requerimento para chamar à Comissão da Mobilidade a secretária de Estado da tutela, Cristina Pinto Dias, com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre os atrasos na implementação do novo modelo de mobilidade aérea para as regiões autónomas e sobre os “problemas” que diz que continuam a afetar o programa ‘Estudante Insular’.

Francisco Gomes, deputado eleito pela Madeira e coordenador do Chega na comissão, recorda que as alterações ao modelo de mobilidade já foram aprovadas pela Assembleia da República e promulgadas pelo Presidente da República, permitindo, entre outras medidas, que os passageiros possam adquirir bilhetes através das agências de viagens pagando apenas o valor fixo da viagem.

Segundo o parlamentar, as agências de viagens estão preparadas para aplicar o novo modelo, “mas a República continua a atrasar a sua entrada em funcionamento”.

“A Assembleia da República fez a sua parte. O Presidente da República fez a sua parte. As agências de viagens estão prontas. Quem continua a falhar é o governo da República, que está a atrasar uma medida que vai melhorar a vida de milhares de famílias”, condena o madeirense.

O deputado acusa igualmente o Governo Regional da Madeira de “contribuir para o problema”, alegando que o executivo de Miguel Albuquerque “tem adotado uma postura de má-fé relativamente às alterações aprovadas”.

“O Governo Regional passou meses a espalhar medo, a defender os interesses das companhias aéreas e a tentar bloquear mudanças. Agora também quer que o governo da República não faça aquilo que lhe compete. Estamos fartos desta incompetência!”, refere Francisco Gomes, defendendo que a audição “também é essencial para apurar responsabilidades e perceber o que será feito para resolver os problemas que continuam a afetar o programa Estudante Insular”

“O que está a acontecer é uma vergonha. Há famílias e estudantes à espera de respostas enquanto Lisboa e o Funchal continuam a brincar com um direito fundamental dos cidadãos das ilhas. Exigimos explicações e exigimos datas concretas!”, remata o deputado.

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