O grupo parlamentar do Chega visitou na segunda-feira a Lota do Caniçal, onde o deputado Hugo Nunes denunciou que continuam a existir falhas operacionais e acusou a Direção Regional das Pescas de manter um clima de “perseguição” no setor.
Em comunicado, o deputado na Assembleia Legislativa da Madeira criticou e desmentiu a diretora regional das Pescas.
“A verdade dos factos, constatada no local, desmente categoricamente a tutela. O entreposto do Caniçal esteve efetivamente encerrado e avariado esta semana, forçando à retirada de emergência de todo o peixe para o Funchal e pondo em risco a qualidade do produto”, afirmou Hugo Nunes, citado na mesma nota. “Se o material estivesse em condições, o pescado não teria de ser desviado à pressa.”
Além disso, segundo o partido, os pescadores enfrentam dificuldades relacionadas com falta de gelo, escassez de caixas para descarga e insuficiência de equipamentos operacionais.
O Chega apontou à diminuição da quota de atum, “que já foi de 11 mil toneladas por ano e agora nem chega a 3 mil”, e criticou ainda os “limites absurdos nas descargas diárias”, alegando que estas limitações existem apenas porque não há meios técnicos nem humanos para dar resposta.
No comunicado, Hugo Nunes acusa também a tutela de privilegiar preocupações políticas em detrimento da resolução dos problemas apontados pelos profissionais da pesca.
“Batemos no fundo com uma liderança incompetente que, em vez de estar no terreno a resolver a falta de gelo e a arranjar o frio, passa o tempo em reuniões a tentar descobrir quem é que fala com o Chega. Ouvimos relatos dramáticos de pescadores a ver o peixe a ficar podre por falta de condições e é uma autêntica brincadeira com a vida das pessoas que a resposta da diretora regional seja dizer que amanhã já funciona”, acusou o parlamentar.
Hugo Nunes criticou igualmente a empresa Ilha Peixe, afirmando que “o partido não tem medo dos esquemas de monopólio”, e acusando a empresa de ter “ligações ao Governo” e pretender “ficar com o direito exclusivo de compra para matar o pequeno comércio”.