O deputado madeirense do Chega à Assembleia da República exigiu que o Governo central garanta que a pesca artesanal do atum e do peixe-espada preto continuará salvaguardada no âmbito da futura Reserva Natural Marinha Dom Carlos.
“As pescas artesanais da Madeira não são inimigas do mar. Pelo contrário. Os pescadores são a primeira linha de defesa da sustentabilidade marinha e do equilíbrio dos ecossistemas”, ressalva Francisco Gomes.
Segundo o parlamentar, a criação da reserva não pode servir de pretexto para atacar os pescadores madeirenses nem para destruir atividades tradicionais que coexistem há séculos com a preservação ambiental.
Francisco Gomes recorda que tanto a pesca do atum como a pesca do peixe-espada preto são artesanais, seletivas e profundamente enraizadas na cultura marítima madeirense, não podendo ser comparadas com modelos industriais intensivos.
O deputado considera preocupante a posição assumida pelo Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, que tem defendido a proibição da atividade piscatória na futura reserva, e acusa aquele organismo de desconhecer a realidade das pescas na Madeira e alerta para o risco de decisões tomadas longe da Região prejudicarem centenas de famílias.
Francisco Gomes afirma que não aceitará que representantes da Madeira validem recomendações que prejudiquem os pescadores madeirenses.
“Quem representa a Madeira tem de defender a Madeira. Não pode ir para estes organismos assinar por baixo recomendações que atacam os nossos pescadores e colocam em risco o sustento de tantas famílias. Haja coragem e verticalidade”.