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Chega denuncia alegadas “perseguições a agentes” e outras lacunas na PSP

Data de publicação
28 Maio 2026
10:26

O deputado do Chega na Assembleia da República, Francisco Gomes, acusou o ministro da Administração Interna de “ignorar os muitos e graves problemas existentes na PSP da Madeira”, apontando alegadas “perseguições internas a agentes, falta de meios, carência de efetivos e a total incompetência” do Comando Regional.

O parlamentar denuncia que o governo da República “continua a fechar os olhos ao clima de desmotivação e tensão vivido dentro da PSP na Região Autónoma, apesar das sucessivas denúncias públicas relacionadas com abusos internos, falhas operacionais e ausência de condições para os profissionais desempenharem as suas funções”.

“O ministro e o seu governo falam muito de segurança e autonomia, mas a realidade na Madeira é um cabaz de promessas e duas mãos cheias de nada. Isto já não é incompetência. Isto é uma traição aos polícias da Madeira!”, atira o deputado.

Francisco Gomes apontou a situações ocorridas nas esquadras da Ponta do Sol e de Câmara de Lobos, alegando existirem “chefias que perseguem agentes, negam folgas e ameaçam profissionais com processos disciplinares quando estes tentam defender os seus direitos”. Questionado, de igual modo, “a passividade da Inspeção-Geral da Administração Interna perante denúncias que têm vindo a público, sem consequências”.

Segundo o parlamentar, “a Madeira enfrenta um agravamento dos problemas de criminalidade, tráfico de droga, prostituição e insegurança associada à imigração, sem que exista uma resposta adequada por parte da PSP ou da Administração Interna”.

“Ao contrário das baboseiras e das mentiras vendidas pelo comando regional, a Madeira não é nenhum paraíso de segurança. Há mais criminalidade, mais droga, mais desordem, mais prostituição de rua e menos capacidade operacional da polícia. É um barril de pólvora que está pronto a rebentar!”, condena.

Além do mais, Francisco Gomes exige que o governo autorize a transferência para a Madeira dos agentes madeirenses colocados no continente, considerando” incompreensível que a Região continue com falta de efetivos enquanto dezenas de polícias madeirenses permanecem longe das suas famílias”.

“Numa região com falta de agentes, carros e patrulhas, é incompreensível que continuem a impedir polícias madeirenses de regressarem à sua terra e às suas famílias para defenderem a Madeira. São décadas disto e nada acontece!”, remata.

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