O deputado do Chega Francisco Gomes criticou as intenções manifestadas pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, quanto à utilização de verbas do PTRR, considerando-as “pouco ambiciosas e reveladoras de falta de visão estratégica sobre as verdadeiras prioridades da Região.”
Segundo o deputado, as propostas avançadas pelo líder do executivo regional demonstram pouco esclarecimento sobre áreas fundamentais onde o financiamento europeu deveria ser também canalizado.
“Miguel Albuquerque volta a mostrar que governa sem ambição e sem perceber quais são as verdadeiras prioridades da Madeira. Falta visão, falta estratégia e falta noção das necessidades reais da Região – ou, então, está desinteressado e já não quer saber”, afirmou Francisco Gomes.
Francisco Gomes critica o facto de o Governo Regional não ter incluído nas suas prioridades várias iniciativas que considera enquadráveis no âmbito do PTRR e essenciais para o futuro da Madeira.
Entre essas áreas, o deputado destaca a recuperação de zonas costeiras, a consolidação de escarpas, o combate à erosão dos solos, incluindo nas zonas de montanha, a reflorestação de áreas afetadas e o reforço dos meios de prevenção e combate aos fogos.
“Temos zonas costeiras que precisam de atenção, problemas de erosão, escarpas instáveis, zonas ardidas e quarteis de bombeiros que precisam de valorização e de meios — mas o governo prefere ignorar tudo isso. É incompreensível que tudo isso seja deixado de fora”, acrescenta Francisco Gomes.
O parlamentar sublinha ainda que qualquer reforço de verbas para a Madeira deve ser acompanhado de garantias de boa gestão e utilização responsável dos fundos públicos. Também alerta que o dinheiro do PTRR não pode servir para alimentar interesses instalados, nem beneficiar círculos próximos do poder.
Cada euro que venha para a Madeira tem de servir os madeirenses e não os amigos da Quinta Vigia. O PTRR não pode transformar-se em mais um instrumento de compadrio, amiguismo e negociatas. Estamos fartos dos circuitos que põe o dinheiro nos bolsos dos mesmos de sempre”, remata.