Lembrando que o "jornalismo é uma missão social para bem do coletivo", Ricardo Oliveira, diretor geral editorial da EDN - Empresa do Diário de Notícias, iniciou o seu discurso no Centro das Conversas enaltecendo a parceria do La Vie com os meios de comunicação social, nomeadamente através de diversos projetos do JM- Madeira e do Diário de Notícias da Madeira, considerando que "sem literacia mediática os jornais e a própria comunicação social correm muito perigo".
Isto porque, conforme sustentou, os "fenómenos mais dedicados à desinformação são galopantes e tendem a apoderar-se das mentes e das conversas que deviam estar mais focadas nos factos, no rigor" e na missão do jornalismo "que é objetiva que tende para a imparcialidade e para a transparência".
"Se não trabalharmos desde bem cedo este combate à iliteracia mediática, estamos arruinados. Não só em termos da nossa profissão, como em termos sociais", frisou o profissional, que é jornalista há 28 anos.
Já para Ricardo Oliveira, o momento que fez desenvolver a sua paixão pelo jornalismo aconteceu mais ou menos durante o 10.º ano, tendo sido motivado por um professor que era também jornalista, Ramos Teixeira, o qual incitava os mais jovens a descobrirem a profissão.
A partir daí, surgiram as primeiras experiências na área, nomeadamente na televisão. Chegou a estudar comunicação social durante dois anos em Paris, França, passou pela rádio e foi um reencontro com um ex-colega do Diário de Notícias que motivou a sua entrada naquele jornal. Começou por ser colaborador durante nove meses e entrou para os quadros a 1 de janeiro de 1996, num vínculo que perdura até aos dias de hoje.
"A coisa que mais gosto nesta profissão é que as rotinas não existem. Todos os dias temos momento novos. (…) Não há rotinas nesta profissão. Nesta área, todos os dias há surpresas", constatou.