Um tapete de flores, com 600 metros, foi ‘estendido’ no Funchal, entre o Largo do Município e a Sé, para a passagem da procissão do Corpo de Deus, que vai acontecer logo a seguir à cerimónia eucarística marcada para as 18h00, em frente à Igreja do Colégio.
É um trabalho ao qual todos os anos grupos de fiéis, oriundos de diferentes paróquias, se dedicam com grande entusiasmo, conforme se pode testemunhar pelo afinco e boa disposição que demonstram.
Este ano, as paróquias responsáveis pela elaboração dos tapetes de flores são: o Porto Moniz, Santa e Achadas da Cruz, Machico, Caniçal e Preces, Caniço e Lombada, e pela primeira vez, a Escola Salesiana.
A azáfama não passa despercebida aos turistas, que fotografam e, na medida do possível, vão fazendo perguntas a quem mal tira os olhos do chão para que o tapete fique pronto a tempo.
As tipuanas que ladeiam a Avenida Zarco também acabam por dar um contributo, formando um tapete de flores amarelas. Algo que também está a encantar os turistas, que acabam por ter uma festa da flor espontânea.
No adro da Igreja do Colégio e na praça, cerca de uma centena de escuteiros, coordenados pela chefe regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), Telma Spínola, participam na organização da parte logística.
Segundo a chefe, ouvida pelo JM, este é um tipo de trabalho ao qual os escuteiros, como membros de uma instituição católica, estão habituados pela colaboração que dão nas respetivas paróquias. Terão também um papel importante a desempenhar durante a missa e depois na procissão.
A solenidade litúrgica do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como Corpo de Deus, é este ano presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, o arcebispo D. Andrés Carrascosa Coso, que está a visitar a Região.