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CDS pede explicações sobre atraso na reabertura do Mercado do Santo da Serra

Data de publicação
06 Abril 2026
12:15

O CDS Santa Cruz diz-se preocupado com o facto de o Mercado do Santo da Serra continuar encerrado. O partido dá conta de que, nas últimas semanas, elementos da concelhia se deslocaram várias vezes ao local e mantiveram contacto com comerciantes e agricultores, “procurando acompanhar a evolução da obra e perceber o que continua a impedir a reabertura daquele espaço”.

Inicialmente apresentada como uma intervenção rápida, com uma duração prevista de cerca de três meses, a obra continua por concluir quase 9 meses depois do seu arranque. “O mercado permanece fechado, sem que tenha sido apresentada uma explicação pública suficientemente clara para o atraso, o que tem gerado incerteza na população em geral e, em particular, entre aqueles que dependem diretamente daquele equipamento”, descreve em comunicado.

Ora consoante escreve a situação “é particularmente grave no caso dos agricultores, que terão sido abandonados ao longo de todo este processo, sem que tenha havido uma preocupação efetiva em minimizar os prejuízos causados pelos atrasos”. “Numa fase inicial, foram colocados num terreno adjacente, sob uma tenda que, segundo o partido, não reunia condições adequadas para o exercício da atividade. Mais tarde, terminado o aluguer dessa estrutura, e já em pleno inverno, a Câmara desmontou a tenda sem assegurar uma alternativa estável, organizada e condigna, deixando os agricultores expostos às condições próprias dessa altura do ano”, adita.

O CDS Santa Cruz sublinha que a Câmara “tem vindo a invocar alterações ao projeto para justificar o prolongamento da obra, sem esclarecer com rigor em que consistem essas alterações nem porque não foram acauteladas antes”. A concelhia recorda ainda que “a própria presidente da Câmara, Élia Ascensão, já reconheceu publicamente falhas no planeamento do projeto”.

O CDS Santa Cruz sublinha também que a atual presidente da Câmara assumiu, em campanha eleitoral, “um firme compromisso com a preservação, o apoio e a valorização da agricultura no concelho, sobretudo da agricultura de subsistência”. No entendimento do partido, “a forma como os agricultores têm sido tratados durante o processo do Mercado do Santo da Serra demonstra que a presidente falhou claramente esse compromisso assumido publicamente”.

Para Lídia Albornoz, líder da concelhia do CDS em Santa Cruz, esta situação reforça aquilo que o partido tem vindo a denunciar: “Santa Cruz está a ser governada sem rumo, sem planeamento e sem estratégia”. No entender da dirigente, “o atual executivo não tem demonstrado capacidade para assegurar uma gestão competente do município”. Por isso, lança o repto à presidente da Câmara para que “esclareça com urgência os santa-cruzenses sobre o que continua a impedir a abertura do Mercado do Santo da Serra, porque não foram estas falhas prevenidas atempadamente, o que falta ainda concluir na obra e qual é a data definitiva prevista para a abertura”.

O CDS Santa Cruz diz que continuará a acompanhar este assunto e que levá-lo-á à Assembleia Municipal, onde pretende “exigir explicações claras, transparência e a identificação dos responsáveis pelo atraso na abertura do Mercado do Santo da Serra”.

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