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Carlos Fernandes destaca acordo político no Panamá como passo importante para a Venezuela

Data de publicação
29 Maio 2026
12:36

O deputado do PSD, Carlos Fernandes, considerou que o recente “Manifesto do Panamá”, assinado no âmbito da plataforma unitária da oposição venezuelana, envolvendo Maria Corina Machado e Edmundo González Urrutia, constitui um passo importante em termos de entendimento político.

Com forte ligação à comunidade venezuelana, onde viveu parte da sua vida e mantém laços familiares diretos, Carlos Fernandes recordou que esta plataforma unitária “já vem desde 2024”, sublinhando o percurso da oposição venezuelana.

“É importante destacar que esta plataforma unitária já vem desde 2024, quando o Edmundo González Urrutia ganhou as eleições na Venezuela, as eleições presidenciais, mas não foi reconhecido como presidente”, enquadrou o político.

“A plataforma unitária e a Maria Corina Machado voltaram-se a encontrar agora no Panamá para fechar um acordo, que é um acordo muito importante, que revela que este documento vai ter coisas muito importantes, como um diálogo”, elaborou.

O social-democrata entende que o diálogo político tem sido uma constante ao longo dos anos, recordando anteriores tentativas de negociação entre governo e oposição venezuelana. “Eu acho que o facto mais importante disso é voltar à mesa de diálogo, que já foi no passado. Já houve mesas de diálogo, não podemos esquecer que a oposição e o regime já se sentaram em várias mesas de diálogo, quer no México, quer na República Dominicana, ou no Reino da Noruega, sempre com atores internacionais importantes, mas no fim do dia os entendimentos nunca eram cumpridos por parte de quem exercia o poder na Venezuela”.

Carlos Fernandes apontou o papel de atores internacionais no processo político venezuelano, referindo a influência dos Estados Unidos na atual conjuntura. “Há um fator internacional que não podemos esconder, há neste momento um país com uma situação muito forte na Venezuela, como são os Estados Unidos”, fundamentou.

O parlamentar frisou, no mais, a importância de reformas institucionais no sistema eleitoral venezuelano, defendendo mudanças no Conselho Nacional Eleitoral.

“Temos que ter um novo Conselho Nacional Eleitoral. Na Venezuela, o Conselho Nacional Eleitoral é um órgão do poder público que assegura não só a logística, como os cadernos eleitorais, o registo e o recenseamento das pessoas. É fundamental que tenha um novo rumo, porque com as pessoas que lá estão dificilmente podemos ter eleições transparentes”.

Entre as prioridades, vincou a necessidade de garantir o regresso de opositores exilados e o fim das restrições políticas.

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