O comissário das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, Carlos Coelho, realçou que a autonomia da Madeira e a integração europeia são “o mesmo caminho”, sublinhando o contributo conjunto de ambos os processos para o desenvolvimento da região e para a consolidação da democracia portuguesa.
Na cerimónia que assinalou simultaneamente os 40 anos da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal às então Comunidades Europeias e os 50 anos da autonomia madeirense, Carlos Coelho recordou que a autonomia regional foi “uma conquista” nascida com a democracia e um instrumento essencial de proximidade, desenvolvimento e coesão.
O responsável destacou que a entrada de Portugal na Europa comunitária, em 1985, representou o “reencontro de um país livre com o espaço civilizacional a que sempre pertenceu”, evidenciando que, se a democracia abriu a porta à Europa, a integração europeia ajudou a consolidar a democracia portuguesa.
Referindo-se à Madeira como um caso de sucesso, Carlos Coelho salientou a importância do estatuto de região ultraperiférica da União Europeia, considerando-o um mecanismo de equidade que permite responder aos desafios específicos das regiões mais afastadas.
Num contexto marcado pela guerra nas fronteiras europeias, tensões geopolíticas e crescimento dos populismos, o comissário defendeu que os cidadãos continuam a esperar mais da União Europeia, não menos integração, mas maior eficácia. “O problema europeu não é excesso de ambição, é muitas vezes défice de execução”, afirmou.
Carlos Coelho apelou ainda a uma participação mais ativa de Portugal e da Madeira no projeto europeu, defendendo reforços da ação comum em áreas como a segurança, defesa, competitividade e coesão.