A Câmara Municipal do Porto Santo veio a público refutar as acusações de falta de transparência levantadas pelo movimento UNE relativamente à gestão da taxa turística, classificando a narrativa do partido como um “exercício de vitimização política”.
Em comunicado, o executivo municipal afirma que “os valores arrecadados com a taxa turística constam, como obriga a lei, dos documentos de prestação de contas do Município, apreciados e votados nos órgãos competentes, onde todos os eleitos têm acesso à informação financeira detalhada”. A Câmara reconhece que “poderá ter existido alguma arrecadação posterior à prestação de contas, mas garante que não se trata de um valor significativo”.
Face a isso, o município considera “incompreensível” que o UNE alegue desconhecimento de valores que, segundo o executivo, sempre estiveram disponíveis nos documentos oficiais. “Confundir ausência de leitura ou acompanhamento político com falta de transparência não serve os interesses do Porto Santo”, sublinha a nota.
A Câmara reafirma o compromisso com o rigor, a legalidade e a transparência na gestão municipal, recordando ainda que “a taxa turística constitui uma receita relevante para o investimento em serviços, infraestruturas e na qualidade da experiência turística na ilha”.
O comunicado termina com um apelo à responsabilidade institucional no debate político, rejeitando o que considera serem “acusações infundadas” com objetivos meramente mediáticos.