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Cafôfo defende em congresso uma Autonomia mais forte e respeitada

Carla Sousa

Jornalista

Data de publicação
29 Março 2026
11:55

Os deputados socialistas madeirenses Paulo Cafôfo e Gonçalo Leite Velho levaram ao 25.º Congresso Nacional do Partido a moção setorial ‘Nos 50 Anos da Autonomia, uma Nova Autonomia’.

“A Autonomia é filha de Abril, filha da luta dos madeirenses e açorianos e filha da luta dos povos insulares, que nunca aceitaram ser rodapé da República”, afirmou, na apresentação da moção, o líder parlamentar do PS-Madeira.

De acordo com uma nota enviada à redação, Cafôfo referiu que se o PS tem orgulho na construção da democracia, também tem orgulho na fundação da Autonomia, exigindo, por isso, “uma Autonomia mais forte, respeitada, mais justa, mais democrática e mais livre de amarras centralistas”. Alertou também que o problema na Madeira não é apenas o centralismo de Lisboa, mas também o “centralismo do Funchal”, com um PSD que “controla tudo e todos, numa teia de interesses e de dependências que visa manter o poder a todo o custo”.

Paulo Cafôfo afirmou que a Autonomia política também tem de ser uma autonomia das pessoas e questionou: “que Autonomia têm as pessoas numa Região que tem um risco de pobreza elevado (53 mil pessoas nesta condição), com a inflação mais alta do País, as casas mais caras e os salários médios mais baixos?”. Uma realidade que, disse, tem como responsável o PSD, que foi o partido que governou a Região nestes 50 anos.

Acusando o PSD de ser arrogantemente centralista, o socialista criticou também as alterações ao Subsídio Social de Mobilidade impostas pelo Governo da PSD/CDS e condenou as ofensas do líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, aos residentes nas ilhas, ao questionar se os portugueses que trabalham devem subsidiar as viagens pessoas da Madeira e dos Açores.

Cafôfo afirmou que a Autonomia não é uma peça de museu e que a arquitetura do modelo autonómico tem de ser modernizada, com uma revisão cirúrgica da Constituição nas matérias autonómicas, a revisão da Lei das Finanças Regionais e a revisão do Estatuto Político-Administrativo, para dar mais capacidade de decisão e haver mais justiça financeira.

Para o líder parlamentar do PS-Madeira, cada competência conquistada é uma vida melhorada. “A Madeira precisa de mais Autonomia, uma Autonomia que não seja decorativa, mas com consequências e resultados”, rematou.

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