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Cafôfo alerta para listas de espera e taxa de sobrevivência ao cancro

Data de publicação
27 Maio 2026
9:23

Na manhã de trabalhos na ALRAM, no Período Antes da Ordem Do Dia, Paulo Cafôfo, PS, subiu ao palanque para centrar a sua intervenção no estado da saúde na Região.

O deputado, na intervenção política semanal, afirmou que “por detrás de cada consulta adiada, de cada exame por marcar e de cada cirurgia por realizar, há pessoas em sofrimento. Perante esta realidade, o mínimo que se exigia era transparência”, fundamentava o socialista.

“Foi através das perguntas e dos pedidos feitos pelo Partido Socialista que se descobriu uma situação grave: afinal, a Comissão de Acompanhamento das Listas de Espera, que esteve publicitada no site oficial do SESARAM, com nomes e responsabilidades associadas, nunca foi nomeada. E mais grave ainda: quando o Partido Socialista requereu a audição parlamentar dos membros dessa Comissão, nunca foi dito que a Comissão não existia formalmente e nunca foi esclarecido que não tinha sido nomeada”, elaborou Paulo Cafôfo.

O parlamentar recordou que o PSD e o Governo Regional disseram aos madeirenses que a Região tinha 100% de cobertura com médico de família.

Porém, “há cerca de 25 mil madeirenses sem médico de família. Vinte e cinco mil. Crianças. Idosos. Doentes crónicos. Gente que não precisa de propaganda. Precisa de médico”, sustentou no seu discurso de alerta.

As críticas não se ficaram por aqui. “Os dados agora conhecidos são um sinal de alarme: a Madeira surge com a pior taxa de sobrevivência ao cancro do país, cerca de 59,5%, abaixo da média nacional de 66,4%, ao mesmo tempo que apresenta uma carga preocupante de doença crónica e oncológica”.

Já no que concerne à execução do PRR, sublinhou “as camas prometidas para cuidados continuados e para lares não se concretizaram e essa ausência de resposta está a bloquear o hospital”.

“O Governo diz que a percentagem de execução do PRR chegará aos 100% quando, na prática, projetos inicialmente previstos ficaram pelo caminho e respostas essenciais não chegam às pessoas. Vamos aos números: perderam-se 400 camas para lares e 140 camas para cuidados continuados”.

“Não nos enganem. Uma coisa é cumprir o plano. Outra coisa é mudar o plano e depois dizer que se cumpriu”, advogou.

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