A candidatura do Bloco de Esquerda (BE), às legislativas regionais de 24 de setembro, voltou, na iniciativa de campanha desta manhã, a centrar o seu discurso para as questões relacionadas com a habitação, apelando ao fim dos vistos gold.
Na ocasião, Roberto Almada, o n.º1 do Bloco, referiu a especulação imobiliária decorrente dos vistos gold, destacando que uma habitação "a quase 3 mil euros por m2 é fruto de uma política virada para os milionários estrangeiros e que esqueceu os madeirenses".
O cabeça de lista acusou Miguel Albuquerque de ignorar os reais problemas dos madeirenses, preferindo, ao invés, realçar investimento e atração nos varios concelhos proporcionado por investidores externos.
O Bloco propõe criar tetos máximos nas rendas, limites ao alojamento local e moratória à construção novos hotéis e empreendimentos de luxo.
Nesta ação, foram colocadas telas a condenar o preço da habitação por m2 no Funchal.
A iniciativa contou com a presença da coordenadora regional e segunda candidata, Dina Letra, e a ex-coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, que apelou ao voto no Bloco nas eleições de domingo para garantir uma oposição de coragem no parlamento regional.
"Os partidos de direita apenas ambicionam um lugar no governo de Miguel Albuquerque e o PS desistiu de ser oposição. É preciso quem defenda o direito à habitação, quem não se resigne com a emigração dos jovens, quem lute por uma Região mais justa".