Bernardo Caldeira, do PSD, criticou o governo da República pela "incúria" na linha aérea Funchal/Porto Santo/Funchal, classificando de "desrespeito pelos portugueses do Porto Santo".
Como afirmou, apesar de a solução do governo central, depois de não ter lançado atempadamente o concurso para a concessão da linha, em que prorrogou o contrato com a Binter, a ilha do Porto Santo está a ser prejudicada porque a indefinição não permite que sejam marcadas viagens para agosto, mês forte do verão da ilha dourada.
Miguel Brito, eleito pelo PS para o Porto Santo, admitiu as preocupações relativamente à concessão da linha e aos eventuais prejuízos para a ilha, mas salientou que o Governo da República tem resolvido a situação. Aproveitou para comentar que o grupo parlamentar do PSD e o presidente do governo não estarão em sintonia, já que Albuquerque disse estar satisfeito com a prorrogação do contrato.
Ana Cristina Monteiro, do CDS, também se manifestou contra a postura do governo da República relativamente à população do Porto Santo, dada a importância das ligações aéreas inter ilhas.
Por sua vez, Élvio Sousa, do JPP, lamentou o esquecimento do governo da República, mas também lembrou a promessa do Governo Regional, explanada no seu programa de governo, de manter a ligação marítima entre as ilhas durante todo o ano, o que não acontece durante o mês de janeiro. "O Porto Santo sempre foi votado ao abandono pelos governantes", afirmou o líder da bancada do JPP.
Por fim, Ricardo Lume considerou ser "lamentável" os porto-santenses e madeirenses serem novamente confrontados com os atrasos no lançamento do concurso internacional para a concessão da linha aérea Madeira/Porto Santo, apesar dos vários alertas que foram feitos. "É a terceira vez que se está a prorrogar esta linha", afirmou, concordando com as declarações de Bernardo Caldeira de que a situação já está a condicionar as operações a partir de agosto. "Temos de ser solidários com os porto-santenses e protestar contra esta situação, mas também contra o Governo Regional, por haver uma linha marítima apenas durante 11 e não 12 meses".
Paula Abreu