Miguel Albuquerque empreendeu na manhã deste sábado uma visita ao Monte, nomeadamente aos terrenos rurais anexos ao Hospital dos Marmeleiros, alvo de uma intervenção de limpeza florestal.
Foi aí que o presidente do Governo Regional voltou a ser confrontado com a questão da comparticipação financeira do Estado na construção e otimização do Hospital Central e Universitário da Madeira, numa altura em que se percebe já que os valores serão substancialmente superiores aos iniciais projetados, na ordem dos 350 milhões, que permitiram um entendimento com a República.
Na ordem do dia, estará clarificar se esse percentual se mantém, independentemente do valor final, ou se aquela base de comparticipação determinava já um valor.
“Há um compromisso de Estado, por parte da República, que foi e está em resolução, de garantir 50% do custo da construção e do recheio do novo hospital. Isso é um compromisso que não é conjuntural. É um compromisso de Estado”, reiterou Albuquerque, reafirmando aquilo que, de resto, dissera já ao longo da semana.
De acordo com as suas palavras, o coo-financiamento será sempre em termos percentuais, e não quer crer que esta sua convicção será revertida. “Acho que nenhum governo vai violar, até porque há um quadro institucional de relacionamento e os compromissos do Estado são sagrados. Acho que nenhum governante se arriscaria a fazer uma coisa dessas, a pôr em causa uma estrutura fundamental de relacionamento entre os dois governos e, inclusivamente, [seria] uma discriminação inaceitável”.
“Os valores mudaram, como o hospital do Algarve mudou, como as infraestruturas em Lisboa estão a mudar e o Estado vai pagar tudo. Nós, aqui, estamos a pagar metade. Os madeirenses ainda pagam metade do hospital”, constatou ainda o governante madeirenses, considerando perfeitamente lógica e enquadrada a atualização dos valores, voltando a remeter para “dentro de uma ou duas semanas”, o reajustamento dos montantes necessário para a terceira fase da empreitada.