A assistir à Conferência da Autonomia - Educação, o presidente do Governo Regional afirmou, momentos antes, aos jornalistas que a autonomia permitiu à Região implementar um modelo educativo inovador, inspirado no sistema de ensino de Singapura, apontado como um dos mais avançados do mundo.
Miguel Albuquerque explicou que, antes de assumir funções governativas, analisou com o então secretário regional Jorge Carvalho os modelos internacionais de ensino com melhores resultados. “Chegámos à conclusão de que o sistema mais avançado era, sem sombra de dúvida, o de Singapura”, afirmou.
Segundo o governante, a Madeira procurou adaptar esse modelo à realidade regional, em articulação com professores e direções escolares. Entre as medidas implementadas destacou os manuais digitais, as “salas do futuro”, a robótica, a impressão 4D e programas de recuperação escolar destinados a reduzir as taxas de retenção.
“O sucesso escolar foi garantido através de trabalho”, sublinhou, defendendo que a concentração de docentes junto de alunos com maiores dificuldades permitiu diminuir “abruptamente” as retenções.
Miguel Albuquerque salientou ainda que os resultados obtidos já são visíveis nos indicadores internacionais. Nos testes PISA 2022, afirmou, os alunos madeirenses registaram desempenhos acima da média nacional, com resultados em matemática e ciências comparáveis aos da Dinamarca.
O líder do executivo regional atribuiu os progressos ao esforço conjunto entre Governo, escolas e professores. “Sem os docentes não conseguíamos fazê-lo”, reconheceu.
A aposta na digitalização do ensino foi outro dos aspetos destacados. Atualmente, todos os alunos entre o 5.º e o 12.º ano utilizam manuais digitais, numa estratégia que, segundo Miguel Albuquerque, prepara os jovens para “uma economia digital e um mundo digital”.
O presidente revelou ainda que a Região já iniciou dois projetos-piloto de Inteligência Artificial nas escolas, prevendo o alargamento da medida às 29 escolas da Madeira.