O ADN, em comunicado, pede transparência à Câmara Municipal do Funchal que hoje anunciou que vai rever o regulamento da taxa turística e admite aumentar o valor cobrado aos visitantes.
“Consideramos que antes de pensar em subir a taxa, não seria mais sensato explicar o que foi feito com os cerca de 13 milhões de euros arrecadados no último ano?”, questiona o partido, lembrando que “até hoje, não existe relatório público que detalhe o destino dessaverba”.
“A população continua sem respostas, e aopacidade mina a confiança dos residentes e visitantes” e, por isso, o ADN - Madeira considera que “taxar caminhadas nas serras é uma prisão disfarçada”.
“A ideia de cobrar aos turistas por caminharem nas serras da Madeira évista por muitos como uma ‘imposição prisional’. A natureza da ilha — o seu maior cartão de visita — está a ser transformada num conjunto deportagens encobertas. O visitante não deve sentir que cada passo é tarifado”, reforça.
O ADN - Madeira propõe, deste modo, uma alternativa mais justa: 20 euros à chegada, nos portos e aeroportos, em vez de multiplicar taxas dispersas e penalizadoras, uma das propostas já defendidas por pelo ADN que aponta para uma solução simples e transparente.
De acordo com o partido esta abordagem teria as seguintes vantagens: Simplifica o processo de cobrança; garante equidade, porque todos os visitantes contribuem; evita surpresas durante a estadia; liberta o turista para usufruir da ilha sem restrições adicionais•; reforça a transparência, porque a cobrança é clara e direta.
“Com uma taxa única à entrada, o turista sabe exactamente o que está apagar e em contrapartida, pode explorar a Madeira — levadas, montanhas, praias, miradouros — sem sentir que está a ser cobrado a cada experiência”, lê-se na mesma nota.
O ADN - Madeira defende, por fim, que a Madeira “merece políticas turísticas querespeitem quem visita e quem cá vive. Transparência, justiça e simplicidade são o mínimo que se exige quandose fala de milhões de euros pagos por quem escolhe a nossa ilha comodestino”.