O ADN-Madeira manifestou preocupação com o que considera ser um crescente aumento da carga de taxas na Região Autónoma da Madeira, criticando particularmente a nova taxa aplicada aos contratos de aluguer de veículos, em vigor desde 1 de junho.
Em comunicado, o partido afirma que esta nova “taxa de utilização”, cobrada diariamente aos utilizadores de viaturas de aluguer, é apresentada pelo Governo Regional como uma medida destinada a mitigar a pressão sobre a mobilidade e a promover a descarbonização. No entanto, o ADN questiona a eficácia da iniciativa, defendendo que a criação de mais encargos financeiros não constitui uma solução para esses desafios.
A estrutura regional do partido considera excessivo o número de taxas atualmente cobradas aos visitantes da Madeira. Além das taxas turísticas associadas ao alojamento, dos pagamentos exigidos para o acesso a alguns percursos pedestres e miradouros, os turistas passam agora a suportar um novo encargo quando recorrem ao aluguer de automóveis.
Para o ADN-Madeira, esta política poderá prejudicar a competitividade do destino turístico. O partido alerta que a região enfrenta concorrência de outros mercados e sustenta que o aumento contínuo de taxas pode levar alguns visitantes a optar por destinos alternativos.
No comunicado, é ainda criticado o papel atribuído a trabalhadores do setor turístico na cobrança destes valores. O ADN refere que rececionistas de unidades hoteleiras e funcionários das empresas de rent-a-car acabam por desempenhar funções de cobrança sem que exista, segundo o partido, informação suficientemente clara sobre a aplicação das verbas arrecadadas.
Como alternativa, o ADN-Madeira sugere que as receitas provenientes desta nova taxa sejam direcionadas para a melhoria da rede viária regional. O partido defende que várias estradas da ilha apresentam um estado de degradação preocupante e considera prioritário investir na sua requalificação.
A posição agora divulgada insere-se no conjunto de críticas que o ADN-Madeira tem vindo a dirigir à política fiscal regional, defendendo uma maior contenção na criação de novas taxas e uma maior transparência na utilização das receitas públicas.