A Associação da Madeira de Esclerose Múltipla comemora o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, no próximo dia 29 de maio, pelas 11:45, na Sala de Conferências e hall de entrada do Hospital Dr Nélio Mendonça, com o propósito de sensibilizar a comunidade para a realidade diária de quem convive com esta patologia. A exposição do Hall de entrada ficará patente até 4 de Junho de forma permanente.
“A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica crónica, autoimune e desmielinizante do sistema nervoso central, frequentemente diagnosticada em jovens adultos. Manifestando-se de forma imprevisível e singular em cada paciente, é comummente designada como a doença das mil faces, uma vez que as lesões na mielina provocam falhas na comunicação entre o cérebro e o resto do corpo, resultando num leque vasto de sintomas que podem incluir fadiga extrema, alterações de equilíbrio, fraqueza muscular, perturbações visuais e disfunções cognitivas”, evidencia a organização, em comunicado.
Viver com esta condição impõe, como refere, “um desafio constante de adaptação a uma realidade onde a incerteza clínica e as flutuações físicas ditam as regras, exigindo uma reestruturação profunda não apenas na vida do paciente, mas também em todo o seu seio familiar, laboral e social. As limitações impostas pela progressão da doença esbarram frequentemente na falta de acessibilidades no espaço público, na incompreensão social face a sintomas invisíveis e em barreiras que dificultam o pleno exercício dos direitos de cidadania e a manutenção de uma vida profissional ativa”.
Para dar visibilidade a estes obstáculos e promover “a verdadeira empatia na nossa Região”, foi preparada uma exposição temática que desafiará o público a colocar-se na pele de quem vive com esta condição, procurando desmistificar preconceitos e aproximar a sociedade desta causa urgente.
Durante este evento, será, igualmente, apresentada oficialmente a nova mascote da Associação, a ‘Esperança Múltipla’, que simboliza “a resiliência, a força e o otimismo inquebrável de todos os doentes e cuidadores que enfrentam esta batalha todos os dias “.
“Acreditamos convictamente que a comunicação social desempenha um papel fundamental como veículo de consciencialização e na defesa de uma sociedade mais justa, informada e inclusiva”, remata a mesma nota.