Mónica Sintra junta-se à polémica sobre juiz que contratava prostitutas enquanto ouvia menores

Redação

A cantora Mónica Sintra juntou-se à polémica que envolve o juiz Joaquim Manuel Silva a prostituta que o denunciou de ter sexo ao mesmo tempo que ouvia depoimentos de crianças, através de videoconferência. Ontem, a cantora recorreu ao Facebook para dar a ua opinião e falar sobre o homem que diz ter conhecido bem no passado, quando lutou em tribunal pela guarda do filho, Duarte.

"Incrível as voltas que a vida dá! Alegadamente... convém senão ainda tenho um novo processo este senhor (envolvido no escândalo) está a ser acusado por ter sexo oral enquanto ouvia depoimentos de crianças. Se a mim me espanta? Claro que não", começou por escrever a conhecida artista portuguesa na sua página oficial do Facebook.

A cantora revelou que lidou com o juiz Joaquim Manuel Silva quando, entre 2011 e 2015, quando lutou pela guarda do filho em tribunal. "Ele é bem conhecido pela porcaria que fez no tribunal de Sintra, obrigou-me a trocar de advogado no meu processo de custódia do Duarte. Enviou uma acta que não correspondia ao que tinha sido dito na audiência, manifestou desagrado e preconceito pela a profissão que eu tenho, disse barbaridades as quais ouvi e calei, e da única vez que não me calei abriu um processo contra mim. E tantas outras coisas...
Disse uma vez " como figura pública retiro lhe a guarda total para as restantes mulheres perceberem que é assim que deve ser, vai servir de exemplo da minha medida! Estive 3 anos a odiar este homem ( bem sei que é uma palavra forte) mas ainda o odeio, pela atitude, pelas palavras e pela sua arrogância! A vida deu a volta e agora retiro o Doutor Juiz para tratá-lo como ele tratou muitas mulheres... por ser humano desprezível. Só espero que por ser um Juiz não saia impune, e tenha o retorno de todo o mal que causou a muitas famílias e crianças! Chama-se a isto Karma is a bitch", concluiu.

Recorde-se que, esta acusação ao juiz surgiu durante uma audição na Assembleia da República sobre a legalização da prostituição. A prostituta, Ana Loureiro, afirmou aos deputados que, ao assistir às gravações de depoimentos com menores abusados, um juiz contratava prostitutas e, quando as crianças começavam a falar, ordenava que a mulher começasse a fazer-lhe sexo oral.

Durante alguns dias, a identidade do juiz não foi revelado até que, nesta quinta-feira, dia 9 de julho, um nome foi revelado: Joaquim Manuel Silva, juiz do Tribunal de Família e Menores de Mafra.

O juiz Joaquim Manuel Silva, alvo das acusações, já veio a público desmentir, garantindo estar a ser vítima de um ataque de movimentos feministas devido ao regime de residência alternada - que tantas vezes aplica, afirma.