Pessoas: Polanski admite responder judicialmente a mais uma acusação de violação

Lusa

Roman Polanski recusa “com toda a firmeza” a acusação de uma francesa que diz ter sido violada pelo cineasta em 1975, anunciou hoje o advogado, que admite responder com "uma ação judicial" à publicação do testemunho num jornal francês.

"Polanski contesta com a maior firmeza essa acusação de estupro", disse Hervé Temime, em comunicado enviado agência noticiosa France Presse.

O advogado revelou estar “a trabalhar no acompanhamento judicial desta publicação", acrescentando que o realizador "não irá participar no tribunal mediático ".

Num depoimento publicado sexta-feira no jornal Le Parisien, Valentine Monnier, fotógrafa, ex-modelo e que também participou em alguns filmes nos anos de 1980, acusa Roman Polanski de a ter agredido e violado em 1975.

A jovem tinha na altura 18 anos e estava hospedada no chalé de Polanski em Gstaad, na Suíça.

Esta é a mais recente acusação contra o realizador polaco, que fugiu dos Estados Unidos da América para França em 1978, depois de ter sido acusado da violação de uma rapariga de 13 anos.

Valentine Monnier, cujas acusações se juntam às de outras mulheres que também foram refutadas por Roman Polanski, disse não ter apresentado queixa na altura pelos fatos que entretanto já prescreveram.

A mulher decidiu falar agora sobre o caso devido ao lançamento do mais recente filme do polaco sobre a perseguição do oficial do exército judeu Alfred Dreyfus, “J’accuse”, que chega aos cinemas franceses na próxima semana.

O filme aborda um famoso erro judiciário da justiça do final do século XIX através de uma acusação errónea ao capitão Alfred Dreyfus.

O advogado do realizador recorda que o alegado caso de violação já prescreveu “porque, após esse período, é impossível reunir todos os elementos necessários para uma investigação”, lamentando que tenha ocorrido a publicação dessas novas acusações alguns dias antes do lançamento de "J'accuse”.