Nini Andrade Silva: “O português deve ter orgulho nas suas origens”

Com o Douro como pano de fundo, Nini Andrade Silva falou num círculo de 4 ilustres portugueses acerca de tudo um pouco. A pandemia foi assunto amplamente abordado, sobre o qual a madeirense afirmou não ter dúvidas de que acabou por mudar as pessoas para sempre.

Como forma de celebrar o primeiro ano do programa televisivo “Primeira Pessoa”, conduzido por Fátima Campos Ferreira, foram convidados a participar no programa especial de aniversário cinco dos muitos protagonistas entrevistados no último ano. Do painel de convidados, uma voz madeirense se escutava. A de Nini Andrade Silva, que protagonizou a edição que foi para o ar a 24 de maio último. Ontem voltou à antena ao lado da apresentadora nortenha.

Em jeito de balanço, e com uma paisagem bucólica a aumentar o clima de proximidade, traduzido em conversas despretensiosas, o episódio emitido pelo canal 1 da RTP na noite de ontem, abordou diversos temas e, claro está, o convite à introspeção.

Nesse âmbito, a pandemia e o depois da pandemia foram assuntos que não ficaram de fora dessa análise. A esse propósito, centrando-nos no discurso a designer madeirense, vários pensamentos se destacam. Nini Andrade Silva não tem dúvidas de que a pandemia mudou substancialmente as pessoas e, nesse sentido, entende que nada voltará a ser como dantes. Mais do que isso: “Globalmente ficámos todos mal ao mesmo tempo e isso fez com que as pessoas pensassem que fôssemos muito mais frágeis do que aquilo que era”, evidenciou.

Reconhecida nacional e internacionalmente, a “garota do calhau”, epíteto que lhe assenta que nem uma luva e pelo qual é conhecida, foi filmada a vindimar em pleno Douro e, nesses momentos, estabeleceu algumas analogias com a Madeira.

Sobre o futuro, a propósito de uma conversa que animou a tertúlia, Nini vincou o desejo de fazer habitação social, “mas diferente”, com uma outra tónica, procurando, por exemplo, uma arquitetura mais sofisticada. Pois, conforme salientou, as pessoas não têm de viver acomodadas.

Nesse âmbito, referiu que “o português deve ter orgulho nas suas origens” e “dar o passo em frente”, lutando por si.

Acerca da estética, que é palavra-chave no seu trabalho, a artista foi levada a considerar a cultura como sendo “indispensável”, estando, na sua ótica, intrinsecamente associada ao belo. “A beleza e a cultura é mesmo indispensável”, rematou.