‘Festival Mariofa’ oferece “reencontro com a magia e o fantástico das marionetas”

Sofia Lacerda

Um “reencontro com a magia e o fantástico das marionetas”, que pretende “deslumbrar crianças e adultos” é como a Aquarela Teatro de Fantoches descreveu o ‘Festival Mariofa’.

A primeira edição deste evento, que é coproduzido com a Câmara Municipal do Funchal, foi apresentada esta tarde, com um programa ambicioso e completamente gratuito.

Durante três dias, de 10 a 12 de outubro, serão vários os palcos que vão receber eventos para todas as idades e que pretendem representar as várias expressões desta arte, desde o Teatro Baltazar Dias à Sé Boutique Hotel, Largo da Restauração, Parque de Santa Catarina, Museu Henrique e Francisco Franco, Largo da Capela (na Zona Velha) e Praça Amarela.

O ‘Festival Mariofa’ começa numa quinta-feira, às 18h30, no Baltazar Dias, com uma conversa aberta em torno das ‘Marionetas na Ilha da Madeira – Uma História feita de Histórias de Encantar’, seguida de uma homenagem à professora Lígia Brazão, a “mãe da marioneta aqui na ilha da Madeira”, considerou Marlene Ribeiro, da organização.

Este espaço acolherá ainda um espetáculo de teatro dos Robertos.

Pelas 21h30, é tempo de A Bolha - Teatro com Marionetas apresentar Ex-Passus, às 21h30, na Sé Boutique Hotel, para um público adulto. A entrada é gratuita, mas haverá um consumo mínimo de cinco euros.

Neste mesmo dia e local, haverá a ‘Noite dos Mariofantásticos’, em que, quem quiser, mediante inscrição prévia, poderá apresentar pequenas ‘performances’ de até cinco minutos.

No dia 11, logo às 9h30, o TAL - Teatro Amador do Livramento levará ao Largo da Restauração ‘A Verdadeira História da Capuchinho Vermelho’ e, pelas 10h30, a Casa Invisível estreia um novo trabalho, ‘Receitas em Ponto Pequeno’, no Teatro Municipal.

A partir das 15 horas, o Parque de Santa Catarina será palco de espetáculos da S.A. Marionetas - Teatro e Bonecos (com Dom Roberto) e do professor Clive Chandler, com ‘Punch and Judy Man’.

O segundo dia fecha com ‘A Viagem pelo Mundo’, às 19 horas, no Baltazar Dias, protagonizada por Ana Barros.

Já no dia 12, sábado, há outra estreia, o projeto Marionetas da Cris, com ‘A Gruta’, às 10 horas, no Teatro Municipal. O ‘workshop’ ‘A minha cabeça é uma marioneta’ está marcado para as 14 horas e decorrerá no Museu Henrique e Francisco Franco.

A Zona Velha recebe depois, às 17 horas, um novo espetáculo de ‘Punch and Judy Man’, pelo professor Clive Chandler.

Uma das grandes novidades é ‘El Retrete Cabaret’, às seis da tarde, pelos El Retrete Dorian Gray, que promete animar na Praça Amarela.

O festival de marionetas encerra no dia 12, às 21 horas, com um projeto comunitário, a ‘Mariofada’, uma caminhada noturna que contará com a colaboração da Associação Garouta do Calhau, da Associação Teatro Metaphora e da Criamar, e tem a direção artística a cargo Associação Nuvem Aquarela.

Esta iniciativa quer envolver a comunidade na confeção de marionetas e na criação de um imaginário associado ao ‘Mariofa’, que depois sairão à rua na ‘Mariofada’, desde o Teatro Municipal Baltazar Dias à Praça Amarela. Todos estão convidados a participar, mas, para tal, terão que chegar ao Teatro mais cedo, pelas 20h30.

A apresentação deste festival contou com a presença do presidente da Câmara, Miguel Silva Gouveia, que realçou que este era um desafio a que a autarquia não poderia virar as costas.

O autarca enalteceu ainda todo o percurso “excecional” e evolução da Aquarela Teatro de Fantoches, que “tem dado muito mais do que aquilo que a cidade do Funchal poderia esperar”.